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Aljubarrota. Fracking na região move grupo de alcobacenses

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Australis, uma empresa australiana de exploração de petróleo e gás pretende iniciar, em 2019, um furo no subsolo de Aljubarrota, em Alcobaça, para prospecão e exploração de gás natural. A empresa enviou um plano de trabalhos à Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis, um estudo de cariz ambiental, para que esta entidade e a Agência Portuguesa do Ambiente possam determinar se a perfuração deve ou não ser sujeita a uma avaliação de impacto ambiental. O relatório, em consulta pública até 11 de maio – em http://www.participa.pt/consulta – fala de um furo de 3200 metros na vertical e de outra perfuração na horizontal, com um alcance de 300 a 700 metros, utilizando o fracking, técnica envolta em polémica sobre potenciais riscos para a saúde por envenenamento da água.
Paulo Inácio, presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, confirmou na última reunião do executivo, a 23 de abril, esta intenção da Australis, esclarecendo que “os técnicos da câmara municipal estão a preparar uma análise para discussão pública e só autorizamos com garantias ambientais; no entanto, o que nos foi dito, foi que não há hidráulica fraturante, apenas um furo convencional, mas apesar disso estar assegurado, a autorização do município é na base dessa exigência”. Garantia que não satisfaz um grupo de alcobacenses que realiza a 5 de maio, às 15h30 no Wanli Café, em Alcobaça, uma sessão de esclarecimento intitulada: “Quer fracking em Alcobaça? Conhece os riscos?”. Esta sessão tem como objetivo, por um lado, informar sobre o furo e, por outro, alertar para os riscos que este representa para o ambiente e economia da região, “notoriamente ao nível de qualidade da água”, como explicou a‘O ALCOA Luís Costa, que integra o grupo, apoiado pela Linha Vermelha (plataforma contra a exploração de hidrocarbonetos em Portugal – www.linhavermelha.org.).

(Saiba mais na edição em papel e digital de 3 de maio 2018)

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