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Batatas, feijões e a loja do cidadão!

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O turismo em Portugal cresce a olhos vistos. A construção de um “Welcome Center”, para receção de turistas, afigura-se-me prioritário para Alcobaça, onde se divulgue, promova o que melhor o concelho tem. Isso implica que o Mercado Municipal da cidade seja remodelado para esse fim, em vez de ser o local escolhido pela câmara para instalar a loja do cidadão, o que é algo de surreal.
Estive envolvido numa candidatura em 2009 que visava dotar o Mercado Municipal de vários serviços de apoio ao turismo na cidade, onde se incluía a instalação de lojas âncora com artigos regionais, produtos agrícolas e seus derivados (compotas, doces, bebidas licorosas, em parceria com a Cooperativa Agrícola que acabou por concretizar o projeto noutro local), posto de turismo, cafetarias, serviços de restauração, sanitários públicos; tudo isto, mantendo o mercado a sua função original, funcionado como porta de entrada aos milhares de turistas que chegam a Alcobaça. É isto que continuo a defender!
Não sou contra a loja do cidadão. Considero é que aquele espaço não é o adequado para a sua instalação porque mistura conceitos antagónicos (“alhos com bugalhos”); entendo que estes serviços devem ser colocados noutro local. Defendi no passado que fossem para as antigas escolas primárias que, entretanto, esta câmara entregou ao Mistério da Justiça, mas defendo que os referidos serviços se localizem por exemplo no centro de negócios ou até no centro histórico.
Lamento a falta de visão. Alcobaça continua a perder a oportunidade de ter um projeto para tirar partido dos milhares de turistas que nos visitam, mas que pouco deixam na economia local.
Pergunto: existe alguma ideia sobre turismo em Alcobaça? Será que o poder local tem alguma noção ou alguma estratégia para dar resposta aos milhares de turistas que continuam a chegar a Alcobaça?
Misturar batatas e feijões com serviços públicos, não lembra a ninguém. Haja bom senso e noção da realidade!

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