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Café Tertúlia relembrado na edição dos CTT Cafés Históricos Portugueses

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Do Majestic, no Porto, à lisboeta Versailles ou ao Tertúlia em Alcobaça, são apenas 39 os espaços selecionados no livro, acompanhado de selos dos CTT, “Cafés Portugueses – Tertúlias e Tradição”, da autoria de Samuel Alemão. “Uma distinção que muito nos orgulha” sublinhou a’O ALCOA Jorge de Sampaio, o atual gestor do espaço, temporariamente encerrado desde dezembro de 2016, continuando “o Tertúlia não só com um património material rico, mas também um património imaterial grandioso”. Nesta edição bilingue, de que fazem parte também a Brasileira e o Nicola em Lisboa, o Santa Cruz em Coimbra e, mais perto, a Machado e o Central em Caldas da Rainha, o Café Tertúlia vem «servido» em quatro belíssimas páginas. Fotografias e trechos carregados de história, desde logo ligados à memória da poetisa Virgínia Vitorino, que nasceu e cresceu no edifício onde já se venderam gramofones, bicicletas entre outras coisas. A funcionar desde o final do século XIX, foi em 1971, anos depois de Bento Jácome adquirir o espaço, que passou a ser explorado pelo casal Maria do Céu e Luis Sampaio, que ali já trabalhavam. Com o espaço renovado, fizeram daquele um lugar singular em Alcobaça, escolhido para encontros políticos, que se acentuaram após o 25 de abril de 1974, onde todos os partidos reuniam. Estes factos deram-lhe o carisma de tertúlia  que passou a ser o novo nome da casa, em que se ia mais do que para tomar um café. Café que pode ser agora também degustado neste livro.

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