Educação

Maiorga. Professor traz alunos de França de visita à região

semana da imersão linguística em Portugal (52)

“Uma experiência muito divertida, onde posso treinar português”. As palavras são da lusodescendente Vitória Cândido, de 12 anos. Filha de pais portugueses, Vitória vive em França há 12 anos e esteve na região, de 20 a 27 de abril, a participar pela segunda vez na Semana de Imersão Linguística em Portugal. A iniciativa, que pertence à Coordenação das Colectividades Portuguesas em França, consiste numa experiência de viagem e estada em Portugal dirigida a crianças que aprendem português em França, vindas da região de Paris (Brunoy, Yerres, Corbeil Essonnes, Champigny, Sucy-en-Brie, Noisy-le-Grand e Paris). Pela primeira vez, vem Chloe Marques, de 11 anos, filha de pai português e de mãe francesa, que considera esta experiência “única”, onde aprende muito e onde fala mais português.
“Esse é o principal objetivo: praticar a língua através de vivências com a cultura, com o convívio, com atividades lúdicas e de aventura”: assim o resume a’O ALCOA o maiorguense Adelino de Sousa, o professor de português responsável por esta iniciativa principiada em 2016. A lecionar a língua de Camões em França, desde 2009, conta que, “apesar de aprenderem a língua, apercebi-me que não havia estudantes a vir a Portugal, ao nível do ensino básico; só no secundário”. Foi “isso que me impulsionou para este projeto”, explica o professor, descrevendo como tem mudado a aprendizagem do português em França: “antigamente eram apenas as famílias de origem e, mesmo essas, muitas vezes não falavam a língua em casa; mas hoje faz parte do currículo das escolas, como língua de ensino internacional”. O reflexo disso é, “por exemplo, o número de alunos que vieram: 33, dos 7 aos 11 anos, onde perto de uma dezena de crianças não tem qualquer origem ou ligação a Portugal”, explica Ana Carlos, a professora de português da região de Paris que também acompanhou o grupo. “Treinar a língua fora do contexto formal do espaço sala de aula, vivendo situações e levando-as a pensar no país em que estão, é muito importante para o desenvolvimento da sua aprendizagem”, conclui Adelino de Sousa.

(Saiba mais na edição em papel e digital de 3 de maio 2018)

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