Educação

Marco Lemos. “A escola evoluiu nos últimos anos, mas continua a fechar-se à evolução da sociedade”

Entrevista (1)

PERFIL
Nome: Marco Lemos
Data de nascimento: 31 de dezembro de 1972
Naturalidade: Angra do Heroísmo, Terceira, Açores
Formação Académica: Ensino de Matemática
Anterior cargo profissional: diretor do Agrupamento de Escolas de Santa Catarina
Início de funções como diretor do Agrupamento de Escolas da Benedita: 3 de julho de 2017
Marco Lemos é, desde o início de julho de 2017, o novo diretor do Agrupamento de Escolas da Benedita.
O professor de matemática, em entrevista a’ O ALCOA, dá a conhecer projetos e aspirações.

O que o motivou a aceitar este desafio?
O desafio. Porque não consigo acomodar-me, tenho necessidade de ter sempre algo que me motive. Após uma reflexão muito grande e de entender que já não conseguia acrescentar valor ao trabalho que estava a fazer em Santa Catarina, achei que era um bom desafio e uma oportunidade também de colocar em prática um projeto e uma ideia, uma visão.

E que projeto é esse?
O projeto não é assim tão simples, tem várias vertentes. Em primeiro lugar, tem a ver com a conceção da escola. Todos temos uma conceção e uma visão da escola. A minha visão é esta: penso que a escola tem que ter um contributo muito forte para a formação integral dos alunos e é aqui que a escola também tem a sua influência no sentido de minimizar desigualdades sociais. Nesse sentido, não vejo a escola apenas como curricular, é uma fonte de formação muito grande pela experiência dos profissionais que tem, pela forma como deve atuar e agir. Uma vertente que eu gostaria de conseguir operacionalizar. Que funcionasse num sentido não só disciplinar, curricular, mas também como um todo em termos de formação integral do aluno. Depois a ligação à comunidade, muito importante nessa tal formação integral, porque a escola não se consegue dissociar da comunidade envolvente. Outro dos enfoques é a diminuição do trabalho administrativo. Hoje temos tantas ferramentas ao nosso dispor. A ideia é libertar os professores para aquilo que é realmente importante, eliminar a burocracia e reduzir os processos administrativos. Ou seja, as pessoas têm que se sentir de alguma forma libertas para o processo educativo. O processo educativo é um processo refletivo; se as pessoas não tiverem tempo para partilhar e refletir sobre o trabalho que fazem, não se alcança verdadeiramente o sucesso.

Que prioridade tem para a gestão e direção da escola?
Aquilo que tenho feito, agora no início, tem sido essencialmente uma espécie de auditoria. Tomar conta dos processos, dos procedimentos e depois agilizar e tentar automatizar algumas questões e alguns processos.

 

(Saiba mais na edição em papel e digital de 19 de outubro de 2017)

 

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