Economia

Nazaré. Um olhar sobre as «ondas» do comércio

praia da nazare (1)

A Nazaré continua a estar na moda, depois de, em 2013, Garrett McNamara a ter colocado no mapa, ao surfar a maior onda do mundo, na Praia do Norte. Recorde entretanto superado pelo brasileiro Rodrigo Koxa, a 8 de novembro passado. O ALCOA foi saber junto dos comerciantes locais qual o impacto que as ondas gigantes estão a ter na sua atividade económica.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas, em 2010, registaram-se 80.821 dormidas na Nazaré. Em 2016, ano mais recente disponível destas estatísticas, esse número passou para 154.157, uma aumento de 52 por cento. Os proveitos totais em todos os estabelecimentos de alojamento turístico foram, em 2016, de 7,6 milhões de euros. Em quatro anos de abertura regular ao público, 400 mil turistas passaram pelo Forte São Miguel Arcanjo, com 174 mil visitas em 2017, quando tinha recebido 121 mil em 2016.
Hoje, a 12 julho de 2018, o Município da Nazaré e a Altice Portugal lançam uma aplicação de realidade aumentada para os visitantes do Forte São Miguel Arcanjo/ Farol da Nazaré. A aplicação Nazarépic é uma solução que quer mostrar aos visitantes a cultura e identidade da vila através de uma experiência virtual.

Para Graciano Dias, presidente da Associação Comercial da Nazaré, que tem atualmente 406 associados, os efeitos do desenvolvimento da Nazaré como destino de surf, “é uma realidade que para ser totalmente aproveitada e devidamente rentabilizada, necessitaria que fosse implementada uma estratégia de marketing turístico”, por parte da “Câmara Municipal da Nazaré, que objetivamente procurasse adequar o concelho do ponto de vista da oferta à procura que devemos referenciar como mais interessante para os cidadãos”. Para o responsável, uma das grandes preocupações dos visitantes é a falta de estacionamento na vila da Nazaré, defendendo a qualificação da oferta na perspectiva de atrair turistas com mais poder de compra e fugindo ao objetivo de crescer (apenas) em quantidade.

(Saiba mais na edição de 12 de julho d’O ALCOA)

Outras notícias em Economia