Fui ao teatro e ELAS encheram a sala!

Há tempo falaram-me de um grupo de mulheres que faziam teatro amador e que, cada vez que ELAS se propunham pôr uma peça em palco, a sala enchia várias vezes. Não dei muito importância ao assunto, até porque essa não é uma área que domino e estou muito envolvido em vários projetos ligados às coletividades desportivas. Na passada semana, o Teatro da Transformação veio de novo à conversa, e pensei: “é desta!”. E lá fui ao teatro.

E sabem o que tenho a dizer?!!!! Nós temos pessoas fantásticas na nossa terra e nem damos conta. O projeto iniciou-se há sensivelmente dois anos, com a temática do universo feminino, com workshops para todas as idades, aulas de expressão dramática, performances e peças de teatro. Um projeto muito para além do teatro. A parte má desta história é que a criadora foi canalizada para outro projeto mais ligado aos jovens e que este iria acabar por não haver verbas para os dois em simultâneo. Mas o que vão fazer aquelas “atrizes/mulheres” que tanto deram de si durante estes dois anos? Pessoas comuns, que dedicaram o seu tempo livre a causas sociais e que ainda nos conseguem aquecer o coração com um espetáculo em tempos de pandemia. ELAS têm que continuar a existir. É de pessoas como ELAS que Alcobaça precisa. ELAS dão vida a Alcobaça. O pelouro da Cultura da nossa Autarquia tem o dever de olhar para ELAS como uma mais-valia e não como um fardo no orçamento, arranjar soluções para que projetos inovadores e que envolvam a comunidade não deixem de existir. Claro que os jovens também são uma área a trabalhar, mas não devemos permitir que este projeto acabe porque Alcobaça precisa dele. No que me for possível tudo farei para que ELAS continuem a encher o nosso Cineteatro e a trabalhar em todos os projetos ligados à violência doméstica. Um bem-haja para ELAS!

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