A Claustra do Refeitório e o Refeitório. Revisitando o Mosteiro

No claustro, na chamada “claustra do Refeitório”, vê-se a porta da cozinha antiga, que servia tanto para o refeitório dos coristas como para o dos conversos, suprimida, em finais do século XVII, para ampliação do claustro da hospedaria. A partir de então a cozinha passou para o outro lado do refeitório.
Os monges faziam duas refeições por dia, a primeira pelas 11h00, a que chamavam “jantar”, e a segunda, antes do ofício de Completas, a que chamavam “Ceia”. Antes de entrarem para o refeitório, passavam as mãos por água, no chafariz alimentado com a água de uma fonte. Com pavilhão de cinco faces, é um dos mais notáveis lavatórios da Ordem. De mármore, data do início do século XVII, com brasões que aludem a São Bernardo, à Congregação de Alcobaça, e a Nossa Senhora, com o M coroado de Maria e as palavras: “Quem te tever [sic] por guia”.
A inscrição em latim, por cima da porta do refeitório: “Considerai que comeis os pecados do povo” é uma reminiscência bíblica do profeta Oseias. Como dizia São Bernardo aos seus monges, “Entrámos neste mosteiro para chorar os nossos pecados e os do povo”.

 

Saiba mais na edição impressa e digital de 18 de março de 2021.

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