Vivemos os dias do mundial de futebol. Entre o entusiasmo por acompanhar os jogos das várias seleções, em que não se têm poupado surpresas, e o fascínio por ir completando as nossas cadernetas com os cromos de gente que se destaca, vamos ganhando verdadeiras lições de vida. Muito cristãs diga-se de passagem.
Foi espantosa a onda de críticas que após o jogo de Portugal com a República Democrática do Congo se foram ouvindo. A respeito da seleção portuguesa e sobretudo do grande Cristiano Ronaldo. Diz-se ele que já não é o que era. Que está velho e acabado. Argumentos de caixão à cova. Mas tudo isto parece ter-se dissipado com o 5-0 frente ao Uzbequistão. Recuperou o título de glorioso. O que é sabido é que Cristiano Ronaldo alcançou todos os seus êxitos fruto do seu trabalho. Que continua ativo nos seus 41 anos de idade, graças ao seu empenho e dedicação. Esse mérito ninguém lho tira. Mantém uma alimentação regradíssima e um plano de exercícios de alto rigor. Submete-se a tudo isto por valores mais altos. No Domingo passado, Jesus convidava-nos a colocar no centro da nossa vida o sinal da cruz. Sinal que, depois de Cristo, está longe de ser de morte, de aniquilamento, de destruição. Agora, é caminho de luz, de vitória, de superação. Autoestrada para a perfeição. O foco não está na dor que a cruz revela. Está antes na entrega de amor de Jesus por todos. Por vezes, o caminho certo é hárduo e implica passar pelo que não apetece e incomoda. Mas no final entendemos que valeu a pena dar tudo. Se é por Deus que agimos, Ele estará por cá para nos fortalecer. Fugir é antes adiar uma oportunidade de crescimento e enriquecimento pessoal. Viver segundo a cruz é dar tudo e assim se revela a melhor versão de nós mesmos. E as críticas destrutivas não hão-de fazer-nos estagnar. Estamos a percorrer o nosso caminho. Rumo à nossa melhor versão.




























