Opinião

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A eleição do ano

“As eleições do país mais poderoso do planeta dizem também respeito ao planeta”, escrevi aqui, no dia 12 de Novembro passado. A importância maior destas eleições não foi a vitória de Biden, foi sim a derrota de Trump. Ele não desiste das queixas infundadas de fraude porque sabia que ia perder, e começou a preparar o cenário para não aceitar os resultados quando avisou os “seus” Proud Boys a manterem-se preparados, armados, para o pós eleições. Cheio de ódio, afasta a hipótese de diálogo e resvala para a violência. Com mais de 50 queixas apresentadas, Trump perdeu todas, em tribunais de primeira instância, de recurso e até no Supremo, mesmo com juízes conservadores e republicanos. Narcisista, mentiroso patológico, trapaceiro, vigarista, Trump não sai com a elegância habitual dos perdedores, nos Estados Unidos. Dizem os historiadores que ele vai fazer tudo para a guerra civil. Não admira que neste consulado se tivesse registado o maior número de execuções dos últimos 124 anos, o que justifica classificá-lo de cruel. As sucessivas exonerações a que procedeu, sempre que não faziam a sua vontade, justificam a classificação de vingativo. Também lhe chamaram charlatão, curandeiro da lexívia. Há quem defenda que Trump apresenta claros sinais de perturbação mental, o que me parece evidente, atentando no seu olhar esgazeado, e a bater palmas a si próprio.
De tudo isto ressalta duas conclusões: uma, de alívio, pois os populistas deste mundo deixam de ter este importante apoio, ao menos virtual; outra, de preocupação, por se verificar haver ainda um número elevado de seguidores de um trapaceiro iliberal populista, como é Donald Trump.
Pacheco Pereia escreveu no Público que, se o que se está a passar nos Estados Unidos, se passasse no Burkina Fasso ou noutro país africano, já todas as organizações internacionais de direitos humanos, ONU, Conselho da Europa, etc. estariam a pedir sansões contra tal país. E é verdade.

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