Opinião

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A importância de uma rede diversificada

 É senso comum afirmar que uma boa rede de contactos nos ajuda a prosperar na vida. Ter muitos contactos pode significar conseguir trocar informações e influências com um grande grupo de pessoas. Porém, será a quantidade o indicador certo para uma boa rede de contactos? A diversidade, ou seja, ter conexões diferentes e variadas entre si pode contribuir muito mais do que a quantidade. A diversidade proporciona-nos acesso a conhecimento e práticas que nos são desconhecidas, conduz-nos a diferentes ângulos para resolver situações ou interpretar a realidade ao nosso redor. Existe uma correlação entre a inovação e a capacidade de ligarmos os pontos entre diferentes fontes de informação e veículos de conhecimento. É comum tendermos para nos circunscrevermos a uma «bolha» de conteúdos, constituída pelas mesmas pessoas com quem nos cruzamos diariamente e pelos mesmos canais de informação que nos confortam pela sua previsibilidade e circunspecta exigência de atenção e concentração. No entanto, nem sempre é claro quais são as conexões mais relevantes para o futuro. É, por também este motivo, importante ter o máximo de consideração e atenção pelas pessoas com as quais nos cruzamos ao longo da vida; na aparentemente mais remota probabilidade, poderá residir uma boa oportunidade de crescimento pessoal. Cuidar das nossas relações interpessoais é essencial. A construção de uma relação genuína depende, sobretudo, da empatia e capacidade de interiorizarmos como será possível uma colaboração em conjunto, na qual ambas as partes ganhem, em vez de, ao contrário, pensar-se apenas no que cada pessoa conquista com esta relação. Martin Buber (filósofo de origem austríaca) explica este conceito com maior profundidade na sua tese “Eu-Tu e Eu-Isso”: “Eu-Tu” foca o nosso espírito na relação com o outro, enquanto que “Eu-Isso” traduz a propensão para se tratar outra pessoa como um objeto para servir em exclusivo interesses individuais.

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