Silvino da Bernarda abandona a fábrica de seu pai e funda uma outra com António Vieira Natividade e Joaquim Vieira Natividade – a «Olaria de Alcobaça, Lda.». Situava-se na Rua Costa Veiga, junto ao rio e teve a sua primeira fornada a 5 de outubro de 1927.
A produção inicial da OAL inspirou-se maioritariamente na cerâmica antiga portuguesa, com alguns pratos inspirados nos aranhões, de orla barroca, de rendas ou de contas, assim como na produção nortenha setecentista de Viana do Castelo, do Juncal ou a produção denominada ratinho, de Coimbra. Desta forma, ao longo da primeira década de trabalho, foi-se delineando uma linha de produção em que diversos motivos decorativos oriundos de várias inspirações se foram misturando, criando um estilo próprio que vem a ficar eternizado como a louça artística de Alcobaça.
Nesta fábrica salientaram-se como pintores cerâmicos José Pedro e seus filhos José Joaquim e Silvino, Irene Sá Vieira Natividade e Maria Leonor Natividade, João Elias da Silva, António Elias da Silva, José Costa Tanqueiro, Luís Ferreira da Silva e José Luís. Contudo, dadas as boas relações dos Vieira Natividade, diversos pintores aqui vieram criar as suas peças, como Maltieira ou Alberto de Sousa, assim como o alcobacense Coronel José Brusco.
As efemérides foram assinaladas frequentemente, desde as da empresa até algumas nacionais ou locais – a Exposição do Mundo Português, os Centenários da Fundação e da Restauração ou a representação das peças Castro e Mofina Mendes no Mosteiro de Alcobaça, bem como alguns acontecimentos importantes da própria Família Vieira Natividade, sobretudo de Joaquim Vieira Natividade e da sua vida académica como silvicultor. Neste âmbito, merecem destaque os pratos que assinalaram a II Grande Guerra.
Notáveis são os pratos de quadras populares, que aliam a Poesia à Cerâmica, geralmente com o texto envolvido por pintura a morrão, ao gosto ratinho, sendo Silva Tavares um dos seus mais proeminentes autores.
Após a II Guerra Mundial e com as consequentes exportações, a OAL cria novos estilos decorativos adaptando-se ao gosto estrangeiro, sendo fulcral um conjunto floral de cores garridas de fundo branco, da autoria de João da Bernarda, que fez enorme sucesso fora, mas também dentro do País. A fábrica encerrou portas na década de 1980.






























