Opinião

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A Ordem de Cister – Crónica de um congresso (II)

Não fora a Câmara Municipal de Alcobaça não haveria Congresso. Não fora a JORLIS não sairiam as atas que tão úteis serão no futuro. Não fora o Mosteiro e não teríamos uma criteriosa exposição bibliográfica, com a descoberta simultânea da arte das reservas do Mosteiro e da modernidade do Irmão Luís de Oseira.
Na “loja” dos livros várias obras foram adquiridas por entre aromáticas maçãs de Alcobaça. No “Refeitório da Escola” preparado para os congressistas o vinho de Monte Capucho, a memória da Granja de Chiqueda com as suas cepas viradas ao sol nascente de onde vem a luz e a vida.
Foi uma operação trabalhosa, um formidável trabalho de equipa. A solidariedade passou muito além do labor das Comissões Executiva e Científica, chegou aos funcionários da Câmara, da Escola e do Mosteiro. Os especialistas trabalharam em condições ótimas por temos uma Escola Pública moderna com um grupo diretivo inteligente e ágil, com professores na sua maioria inteiramente dedicados, com funcionários apaixonados e alunos orgulhosos.
O Município e o seu Presidente compreenderam a importância desta realização em Alcobaça, trazer aqui Abades Cistercienses, outros religiosos da Ordem, tal como vieram de outras professores universitários e técnicos, dedicados à história da Ordem de S. Roberto, S. Harding e S. Bernardo foi doce tarefa.
As atas serão o culminar desta festa científica, deste reencontro de Cister com o seu grande Mosteiro. No dia 17, António Maduro e Saúl Gomes, doutores coimbrões, guiaram uma viagem pelos Coutos, mostraram a sustentação agroeconómica e o Mosteiro Feminino de Cós. Visitou-se a Matriz de Évora e os portais e pelourinhos de algumas vilas de D. Manuel. Uma verdadeira festa sobre a história, com as suas maleitas e as alegrias também. Aos Amigos do Mosteiro de Alcobaça editaram um livro sobre o espírito, a pedra e a terra de Cister Alcobacense, a Associação Portuguesa de Cister, o ICOMOS coadjuvaram para erguer o projeto. A APC promoveu uma tertúlia, onde se bebeu cerveja de Cister. O ICOMOS acarinhou o Património da Humanidade. O Mosteiro que se ergueu junto ao Castelo do lugar de Alcobaça desde 1178.
Nota: O Diretor Geral do Património Cultural prometeu para breve a abertura do concurso para o Hotel de Charme. Paulo Inácio aguarda para ver. Nós na AMA e na ADEPA também.

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