A política e os que a descredibilizam

Afonso Luís
Bancário aposentado

É a política uma nobre atividade ao serviço do homem. Com origem na palavra grega politikos (o governo da cidade-estado), já Aristóteles defendia a política como a ciência que visa a felicidade humana. Mas, para isso, considerava a ética indissociável da política. Ora, quando a ética fica ausente, aparecem os ditadores. Exemplos disso são os dois monstros do século XX na Europa: Estaline e Hitler. São casos que descredibilizam a política. Para a mesma época, se quisermos apontar políticos exemplares do ponto de vista ético, temos Mahatma Gandhi e Nelson Mandela. Ou seja, sempre que a ação de um político se considera imaculada, a essa ação correspondeu sempre um sentido de ética. Quem não recorda, também, o grande Winston Churchill?
Cingindo-nos ao nosso retângulo à beira-mar, verificaremos que os líderes políticos da nossa democracia, tão mal tratados muitas vezes, se têm pautado, salvo raras exceções, por razoáveis princípios de ética. O mesmo se não pode dizer de alguns políticos de segundo plano, ou seja “os seguidores do líder” e um ou outro autarca. Se é certo que o poder autarca foi – e é! – uma importante conquista das populações, não é menos verdade que há, aqui e ali, quem olhe para o seu umbigo, defenda os seus interesses pessoais, pouco importando as populações que deveria servir. São pequenos ditadores a que chamamos caciques. E que também descredibilizam a política. Por boa-fé ou ignorância, há muita gente a segui-los e a votar neles. E essa é uma grande lacuna da democracia.

Afonso Luís
Bancário aposentado

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