“A Vestiaria tem poucos recursos, mas tem as contas em dia”

Nome: António Trindade André
Data de nascimento: 19 de novembro de 1945
Naturalidade: Casais da Vestiaria
Escolaridade: Frequentou o 1º Ciclo na Escola da Vestiaria; Frequentou o curso de Sargentos Paraquedistas
Atividade Profissional: Cumpriu o serviço militar nas Tropas Paraquedistas com comissão de serviço na Guiné; é reformado da construção civil com atividade repartida entre França e Portugal
Porque se candidatou: Depois de cumprir o serviço militar e depois ter trabalhado 22 anos em França, voltou a Portugal. Depois de algumas pessoas lhe dizerem que tinha perfil para a presidência de junta, decidiu candidatar-se, primeiro pelo PSD e, depois, como independente.

Que balanço faz do seu mandato?
Sou um filho da Vestiaria e posso dizer que esta população é uma população muito exigente e muito orgulhosa. Há talvez poucas freguesias no concelho que sejam tão orgulhosas como a Vestiria. Eu sou estimado por aquilo que faço, mas aquilo que faço tem que ser sempre cada vez mais.
O balanço que faço não posso dizer que foi positivo. Não o posso dizer considerando a crise que atravessa todo o pais. A Vestiaria também foi afetada. Mas temos que ser conscientes da crise que há e temos que ultrapassar tudo isso. Mas negativo a cem por cento também não foi.

Quais são os principais problemas que a freguesia enfrenta?
A crise. Aqui na junta apercebemo-nos que há muita gente que vive mal. Não quer dizer que haja pobreza, porque no concelho de Alcobaça miséria propriamente dita e falta de comer acho que não há. Pelo menos na minha freguesia não tenho conhecimento que haja. Se eu me apercebesse que havia fome na minha freguesia eu era o primeiro a dar o passo para ajudar.

Os números do desemprego falam por si. A freguesia tem conseguido assegurar postos de trabalho?
Não. A Vestiaria é considerada uma freguesia dormitório. Já tivemos aqui três ou quatro fábricas pequenas como foi o caso da Vestal, que foi conhecida em todo o país mas que fechou. E as outras foram atrás dela que era a maior. Temos aqui duas pequeninas que ainda fazem algumas peças de louça em miniatura e mais nada. O pouco emprego que a nossa freguesia dava acabou. Neste momento, nenhuma das empresas emprega pessoas porque são os próprios proprietários que asseguram as poucas encomendas que têm.

Quais são as obras feitas ou por fazer que considera mais relevantes para a freguesia?
Orgulho-me muito desta obra, de ter mudado a junta de freguesia de local e de termos feito o cemitério. Talvez tenha sido algo exagerada a princípio, mas era necessária. O que interessou foi que compramos o terreno e instalámos aqui a junta de freguesia no centro da localidade e ficamos aqui com um espaço enorme.
Por fazer, gostava que nos fosse oferecido o bairro social mas também sei de tantos bairros sociais que não têm tido grande progresso… Por isso, não sei. E gostava de ter as ruas todas da Vestiaria alcatroadas e de fazer mais alguns melhoramentos.
Qual é a situação financeira da junta?
É boa. Felizmente não temos dívidas. Podem haver por aí dívidas pequenas de serviços recentes, mas a única dívida grande que temos são 12.400 euros de dívida para com o pessoal desde 2010. Dívida a nós próprios, a mim e aos meus dois colegas. Mais nada. Felizmente e graças a Deus, temos as contas em dia. Posso orgulhar-me de pertencer a uma freguesia com poucos recursos, mas que tem as contas em dia.

Se fosse presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, qual seria a área em que atuaria de forma mais urgente para promover maior desenvolvimento do concelho?
Responder a essa pergunta é muito difícil para mim, mas aquilo que atualmente é necessário resolver é a pobreza e o desemprego. É muito difícil chegar à noite e ouvir os noticiários, sobre o desemprego; sobre jovens casais, com filhos e sem emprego, e que não sabem onde ir buscar dinheiro para pagar os empréstimos que têm. Isso é uma tristeza.

Educação, Saúde, Associativismo, Economia. O que considera ser pilar de crescimento desta freguesia?
Educação. Felizmente ainda temos a nossa escola que é uma boa escola, temos ATL, temos o centro de dia porque é isso que ainda vai dando alguma vida à freguesia. Todos os dias, dou três voltas à freguesia e ainda há pouco tempo fiquei parado, durante meia hora, maravilhado a ver um grupo de crianças do ATL numa atividade com o professor.

A proposta da união das freguesias é do seu agrado?
Não concordo com a maneira como estão a ser feitas as coisas. Há muita gente que não compreende o que é uma agregação. Se eu disser que 60 por cento da freguesia da Vestiaria não sabe o que é que se anda a passar, é verdade porque não foi bem explicado. Quanto à agregação da Vestiaria e Alcobaça, depois de 19 anos nesta vida, não posso dizer que aceito. No entanto, Vestiaria e Alcobaça são duas freguesias com boas relações e, por isso, a Vestiaria tem a ganhar com a agregação na condição que fiquem à frente pessoas unidas que se dediquem a trabalhar para o futuro de ambas.

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