Abaixo “um-homens”!

Esta semana, Emanuel Cleaver abriu a nova legislatura do Congresso dos Estados Unidos com uma espécie de oração terminando com “a-men and a-woman”. Se o ridículo matasse, o homem teria caído fulminado. Embora este político seja pastor metodista, não sabia que “ámen” vem do hebraico “confirmo” e que, por isso, em todas as línguas, os cristãos terminam as orações com “ámen”.
Convencido de que os cristãos de todo o mundo (incluídos os pastores protestantes, como ele), terminavam as orações com uma exclamação machista (“a man”, que significa em inglês “um homem”), Cleaver resolveu ser inclusivo e inventar aquele “um-‘homens’ e uma-mulher” (“a-‘men’ and a-woman”). A risada alastrou pelo mundo. O vídeo tornou-se viral. As redes sociais de língua inglesa começaram a descobrir elementos masculinos e femininos em todas as palavras, acrescentando erros ortográficos divertidos. Outros protestaram em nome da ideologia do género, porque Cleaver só se lembrou dos homens e das mulheres: “They should continue to say Agay, Alesbian, A-lgbtq+”. (Deviam continuar: “um-homossexual”, “uma-lésbica”, um “sabe-se lá o quê”). Quando o politicamente correcto invade tudo e a arrogância se mistura com a ignorância, o resultado é esta amostra de ridículo. Na versão benigna, faz rir; nas formas agressivas, é impertinente e chega a ser cruel.
Nos antípodas culturais de “um-‘homens’ e uma-mulher”, a agenda da Biblioteca Apostólica Vaticana de 2021 celebra a mulher e o livro. Na introdução da agenda, o Cardeal Tolentino conta que Santo Ambrósio, Bispo de Milão no século IV, estava convencido de que a leitura do profeta Isaías tinha sido útil a Nossa Senhora como preparação para a Anunciação do Anjo e essa opinião inspirou muitos artistas a representarem Nossa Senhora com um livro nas mãos. Encontramos dezenas de livros diferentes nos vários quadros da Virgem, porque ninguém sabe o que Nossa Senhora lia naquele momento, o importante é que o livro se tornou indissociável da vida espiritual.
O Cardeal explica ainda que a história da Biblioteca dos Papas está ligada ao contributo de muitas mulheres, escritoras, artistas, teólogas, protagonistas da vida da Igreja, mecenas, mulheres de ciência e de cultura… e termina com uma estatística interessante. Ámen!

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