Alberto Guerreiro. “A melhor maneira de defendermos o Museu do Vinho é tê-lo aberto”

Catarina Reis
Jornalista

Foto por Catarina Reis

Natural de Luanda, Alberto Guerreiro veio com seis anos para Portugal. Viveu e cresceu em Algés. Com formação em Antropologia, tem mestrado em Museologia e Património, pela Universidade Nova de Lisboa, e doutoramento em História Contemporânea, com especialidade em Museologia, pela Universidade de Évora. Em Alcobaça desde 1999, é técnico superior da Câmara Municipal de Alcobaça na área dos museus e responsável pelo Museu do Vinho. Museu que, depois do encerramento com a pandemia, reabriu a 6 de abril com «cara lavada», oferecendo entradas gratuitas até 18 de maio, Dia Internacional dos Museus.

Como chegou à direção do Museu do Vinho?
Estou cá desde 1999. Na altura, o Museu do Vinho era tutela do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) e eu estava a desenvolver um programa museológico. Vim fazer o estudo da coleção e ainda trabalhei com o engenheiro Paixão Marques, seu fundador. Entretanto, o IVV recuou no projeto. Eu estava a fazer o Mestrado em Museologia e Património em Lisboa e conheci uma alcobacense que era minha professora, a Maria Olímpia Campagnolo, ilustre museóloga que tinha a ideia de fazer em Alcobaça o Museu dos Coutos (para mim o museu mais coerente para Alcobaça que nunca se conseguiu materializar), que me convidou a integrar esse grupo de trabalho e fui ficando. Entretanto, entrei para a Câmara Municipal de Alcobaça e passei a ser técnico superior na área dos museus. O Museu do Vinho fechou em 2007 pelo IVV e reabriu em 2013 sob a tutela da Câmara Municipal de Alcobaça. E ainda bem, pois a melhor maneira de defendermos o museu é ter o museu aberto.
Gosta de vinho? Qual o seu preferido?
Muito. Tenho uma predileção pelos vinhos do Douro, gosto particularmente dos vinhos desse tipo, encorpados e em que se sente a terra.

Qual o papel de um diretor?
Tem de ter uma vertente muito abrangente, é um programador e um gestor. Os museus atualmente são autênticos centros culturais, têm o seu ponto fulcral, a questão da coleção e do património do qual é da sua responsabilidade a salvaguarda, mas hoje têm de ser mais coisas. Alguém que assuma esta direção tem a vertente de programação, a do próprio museu e da agenda cultural da cidade ou do meio em que se insere e tem também a responsabilidade da gestão do museu, que vai desde as coleções, à financeira, etc.

Que experiência de visita o Museu do Vinho proporciona?
Tentamos ao máximo ter uma experiência variada. Por um lado, temos uma coleção museológica extremamente importante e cumprimos essa missão de salvaguarda e divulgação do património vitivinícola nacional. Por outro, a missão de ser um polo cultural de Alcobaça, recebendo festivais, colóquios ou, quando a comunidade quer aqui fazer um evento, temos essa abertura. Não podemos esquecer que somos um serviço público, temos essa responsabilidade. As nossas atividades vão de encontro a essas realidades.

Saiba mais na edição impressa e digital de 15 de abril de 2021.

Catarina Reis
Jornalista

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