Alcobaça e Nazaré procuram renovar gerações

Foto por Catarina Reis

Os concelhos de Alcobaça e Nazaré perderam quase 20 por cento da sua população escolar em cinco anos. Em Alcobaça, os óbitos ultrapassaram, em 2014, em 68 por cento os nascimentos; na Nazaré em 28 por cento.
Num tempo em que a maioria não se aventura a ter mais do que um ou dois filhos, o retrato de uma família numerosa.

O dinheiro nem sempre chega, a casa é pequena, o dia-a-dia não é fácil, a logística caseira implica muita organização e partilha dos brinquedos, roupas e quartos. Depois há ainda as filas para a casa de banho, as doenças próprias das crianças que aparecem em catadupa…
Mas Eunice Barreiro, a mãe da Tatiana, de 12 anos, dos gémeos Ana e Joel, de sete, e dos gémeos João e Mariana, de dois, diz com a certeza de uma mãe de coração cheio: “estes meus meninos são a minha vida”.
Tinham acabado de chegar da escola há pouco. Tatiana, a primeira de cinco, apressa-se a mudar a fralda ao pequeno João. “É o meu braço direito”, refere Eunice, explicando que com o marido, Ricardo Barreiro, toda a semana a trabalhar em Lisboa, é a mais velha que ajuda em casa e a cuidar dos irmãos.
Na sala, entretanto ecoa o barulho das brincadeiras. “Olá, eu sou o Joel e aquela é a minha irmã gémea, a Ana”. Pegam uns aos outros ao colo, os mais pequenos imitam os mais velhos. Uma alegria e uma confusão constantes enchem a casa desta família alcobacense. “É assim todos os dias”, sublinha a mãe, concluindo que “ter uma família numerosa, exige muitos sacrifícios, mas as compensações e alegrias ultrapassam todas as dificuldades”. Uma felicidade que se sente em cada sorriso.

(Saiba mais na edição em papel de 11 de junho de 2015)

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