Faleceu no dia 26 de maio, com 81 anos, o fotógrafo Jorge Barros, uma das figuras mais marcantes da fotografia e da vida cultural de Alcobaça nas últimas seis décadas.
Nascido em 1944, Jorge Barros deixou uma obra vasta e profundamente ligada à identidade do concelho, destacando-se como colaborador d’O ALCOA entre 1962 e 1968 e d’A Voz de Alcobaça entre 1974 e 2012, além de ter sido fundador da Associação de Defesa e Valorização do Património Cultural da Região de Alcobaça (ADEPA), em 1976.
Fotógrafo, cineasta, produtor, formador e animador cultural, Jorge Barros construiu um percurso singular, colaborando com nomes maiores da cultura portuguesa e participando em projetos que marcaram a história recente do país, do cinema ao fotojornalismo, da filatelia às exposições internacionais.
A sua ligação a Alcobaça foi sempre profunda: participou em movimentos associativos, dinamizou iniciativas culturais, promoveu encontros de fotografia e deixou um legado de memória visual que atravessa gerações.
Recordado por muitos como um homem íntegro, generoso e de enorme sentido cívico, Jorge Barros foi também autor e coautor de dezenas de livros, mantendo um diálogo artístico com escritores, historiadores, artistas e instituições de referência. A sua morte representa uma perda significativa para a cultura local e nacional, mas a sua obra, vasta, rigorosa e humanista, permanece como testemunho do olhar atento com que retratou as pedras e as gentes de Alcobaça e do país. Um legado que fica.



























