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Alcobaça. Narcóticos Anónimos ajudam a uma vida sem drogas

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“Desejar parar de usar”. Este é o único requisito para ser recebido entre os Narcóticos Anónimos. Associação sem fins lucrativos dirigida a toxicodependentes em recuperação, que reúnem regularmente, com o intuito de se ajudarem mutuamente e de deixarem de consumir drogas.
Em Alcobaça, a associação realiza uma reunião à quarta-feira, às 21h00, na sede da União de Freguesias de Alcobaça e Vestiaria, e em Pataias, na casa paroquial, ao sábado, pelas 22h00. “Nestas, participam pessoas que já não consomem drogas, incluindo álcool, há mais de 20 anos e outras que começaram agora a recuperação, em abstinência total de consumo, o que não significa que quem ainda consuma, não possa estar entre os Narcóticos Anónimos”, explicou, a’O ALCOA, Júlio, (sem apelido, uma vez que aqui não os há, porque o anonimato é uma marca característica da organização).
Júlio, membro desta associação que realizou, em Alcobaça, a 21 e 22 de setembro, a sua 2.ª Convenção na Área Oeste, esclareceu que ser membro dos Narcóticos Anónimos não está limitado ao consumo de uma droga em particular. Em suas palavras, “todos aqueles que sintam que podem ter um problema com drogas, legais ou ilegais, incluindo o álcool, são bem-vindos”. A recuperação foca-se no problema da adição, não numa droga em particular. “Tudo começa por uma primeira reunião onde se diz a quem chega: 90 dias/90 reuniões; e, na base do programa de recuperação, há uma série de 12 passos, que vão desde a admissão de um problema, à procura de ajuda e a ajudar outros na mesma situação”, reforça Júlio, destacando ainda a importância do acompanhamento, “que é fundamental e nunca é demais, sobretudo para quem acumula anos de dependência, onde se perde quase tudo: trabalho, família, amigos, dignidade, vida”. E insiste: “não há uma imposição”, sendo que “a vontade é o mais importante e nós estamos cá para ajudar”.
E deixa o apelo: “se tens um problema com drogas e já tentaste parar sem conseguires, há um grupo de pessoas, como tu, que estão em recuperação e que te podem ajudar a viver sem teres de as usar!”

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