Arte. Calceteiros da região aplaudem valorização da calçada portuguesa

Catarina Reis
Jornalista

“Eu sei lá as pedras que já coloquei, mas 27 anos todos os dias é muita pedra”. O desabafo é de Noémia Vicente, calceteira de profissão. É com paixão e arte que, em conjunto com o marido, Manuel Vicente, ajudam a dar vida a calçadas públicas e privadas da região. Atualmente a terminar uma obra em Pataias, ao serviço da Câmara Municipal de Alcobaça, veem com agrado a integração da “Arte e Saber-Fazer da Calçada Portuguesa” no inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

O mesmo entendimento tem Manuel Reis, de 52 anos, residente na Póvoa, da União de Freguesias de Coz, Montes e Alpedriz. Para o calceteiro há 33 anos, este “é um ofício em vias de extinção porque não há quem queira aprender por causa da posição diária e a exposição ao ar livre”, somando “o pouco que se ganha pelo trabalho de arte que se faz”. Junta-se a falta de investimento “nos escassos profissionais que poderiam partilhar o que sabem, já que “as classes políticas nada fazem para cuidar deste património português, único no mundo”. Opta-se pela quantidade e economia, deixando “estragar a nossa arte, que tanto nos orgulha”, observa.

Saiba mais na edição impressa e digital de 8 de julho de 2021.

Catarina Reis
Jornalista

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