As controvérsias dos dias 25

Afonso Luís
Bancário aposentado

25 de Novembro foi lembrado há poucos dias. 25 de Abril é celebrado todos os anos, como símbolo de democracia e de liberdade. Porquê haver controvérsias sobre a importância relativa destas datas? Se foram os mesmos militares que as protagonizaram? Os mesmos militares, sim, os militares de Abril, embora alguns de entre eles se tivessem deixado inebriar pelo cântico das sereias de extrema esquerda. Era, por isso, necessário repor os ideais de Abri. Foi o que procuraram fazer os elementos do chamado Grupo do Nove. Voltamos à questão: porquê controvérsias? Possivelmente porque a extrema esquerda, liderada pelo partido comunista, pretendeu apropriar-se do movimento dos capitães. Daí o PREC (Processo Revolucionário Em Curso) que quase ia levando o país para a guerra civil. Que foi evitada pela maioria dos militares de Abril, com relevo para o ideólogo Melo Antunes, Vasco Lourenço e muitos outros, não esquecendo Costa Gomes, injustamente chamado de rolha. Ramalho Eanes, o cérebro, Jaime Neves, o operacional, lideraram este golpe, que pôs fim ao sonho dos extremistas, que pretendiam impor um regime totalitário. Foram assim repostos os ideais de Abril, a democracia de tipo ocidental, e não o jugo que vigorava nos países do leste europeu. E agora outros comparsas querem também apropriar-se desta data, são os saudosistas da ditadura e uma certa direita. Celebre-se, pois, o 25 de Abril, lembrem-se os capitães do Grupo dos Nove, lembre-se o 25 e Novembro. Mas revolução a sério só houve uma: a de Abril e mais nenhuma.

Afonso Luís
Bancário aposentado

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