As máquinas que tiram a vida aos homens da terra

Foto por Catarina Reis

É em Valado dos Frades que Carlos Fernandes, 60 anos, se dedica à agricultura. É assim no Valado e nas áreas rurais da região. Não há quem não tenha um pedaço de terra e um trator para ajudar. Máquinas capazes de realizar todas as atividades agrícolas, desde o preparo do terreno à colheita de produtos para vender ou abastecer a mesa. «Braços mecânicos» que apesar de serem uma grande ajuda, no último ano, só no concelho de Alcobaça, ceifaram a vida a quatro pessoas: um homem de 74 anos e outro de 80, na Cela; um agricultor de 71 anos, em Turquel; e um homem de 60 anos, em Alpedriz. Este ano, a 23 de janeiro, a primeira vítima tinha 88 anos, era da Cela e morreu debaixo de uma máquina debulhadora de milho. “Um idoso que ao tentar desbloquear a máquina acabou por ficar preso no cardan”, explicou a’O ALCOA Mário Cerol, comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça. Acidentes que fazem do distrito de Leiria uma das piores zonas do país e colocam Portugal no terceiro lugar da Europa.
Para o comandante do destacamento da GNR das Caldas da Rainha, capitão Hugo Carneiro, “a principal causa é o capotamento do trator, resultando no esmagamento da vítima, que em média ronda os 72 anos de idade”. Hugo Carneiro relembra algumas normas de segurança: “usar as estruturas de proteção, a manutenção do veículo, a análise do terreno, não transportar outras pessoas”.

(Saiba mais na edição em papel e digital de 4 de fevereiro de 2016)

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