Opinião

Associações de Profissionais Católicos

Realizou-se, no dia 5 de Novembro, o “Congresso das Associações de Profissionais Católicos” do Patriarcado de Lisboa, na Universidade Católica Portuguesa (UCP). Estas associações remontam a meados do século passado e pertenciam, de certo modo, à família da Ação Católica (AC), surgida nos anos trinta por iniciativa do Papa Pio XI. A AC repartia-se pelos cinco meios sociais considerados mais significativos: o agrário (hoje, rural), o estudantil, o independente, o operário e o universitário; para cada um destes meios existiam organismos destinados especialmento aos jovens e aos adultos. Todos os organismos e as respetivas estruturas de enquadramento visavam, nomeadamente: a formação e promoção dos seus militantes; e a intervenção cristã nas diferentes estruturas sociais (funcionando como “fermento na massa”), à luz da doutrina social da Igreja. As associações visavam os mesmos objetivos e abrangiam profissionais com altas qualificações.
Como é natural, a AC e as associações passaram por uma forte crise, a partir do final dos anos sessenta; alguns organismos e associações foram extintos, diminuíu bastante o número de militantes das que resistiram, e a estrutura de enquadramento foi bastante simplificada. Entretanto, no que se refere às associações, verificou-se, nos últimos anos, um considerável esforço de revitalização; isso mesmo terá contribuído para a justificação do aludido congresso, em que se encontravam representadas as de médicos, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, empresários e gestores, arquitetos, juristas, professores e assistentes sociais (a ordem corresponde à da lista oficial, que se relaciona com a das intervenções no congresso). Tanto a AC como as associações de profissionais desempenharam um papel relevante na história da Igreja e do país, como está documentado em parte no Centro de Estudos de Históra Religiosa da Universidade Católica. (Continua)

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