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Casa Museu Vieira Natividade para quando?

Há uns meses equacionou-se a possibilidade de estabelecer um protocolo entre a DGPC (entidade que gere o Mosteiro de Alcobaça) e o Município de Alcobaça no sentido de reabilitar a Casa Museu Vieira Natividade criada por Decreto Lei nº217/92 de 15 de Outubro, como anexo ao criado Museu de Alcobaça em 1985.
Numa primeira análise achei a ideia interessante e uma janela de oportunidades para resolver este dossier que se arrasta há mais de 26 anos. Puro engano o protocolo que foi aprovado em reunião de câmara e na qual me recusei a votar favoravelmente mais não passa de um “faz de conta” e pouco mais é do que folhas em branco dado o seu vazio. Esperava muito mais! Iludi-me que seria desta que a Casa Vieira Natividade seria uma realidade com o envolvimento do Município. Mas não, tudo isto não passa de meras intenções dando a ideia que as coisas vão avançar quando na realidade trata-se de meros considerandos em ano de eleições.
Lendo o protocolo as dúvidas ficam desvanecidas quanto à intenção de levar por diante este projecto, a única intenção prevista no seu articulado resume-se a um entendimento de ambas as partes, DGPC e Município de Alcobaça com o objectivo de desenvolverem no futuro esforços para angariar financiamento comunitário através de uma candidatura do projecto e ou empreitada, designadamente no âmbito do FEDER, (talvez no próximo Quadro Comunitário?) para além da criação de uma comissão cientifica. Francamente é muito pouco para um museu criado no papel há mais duas décadas.
No documento prevê-se ainda um estudo prévio, estimativa de custos, cronograma de obras, devendo os mesmos constar numa adenda ao protocolo a definir no futuro sem qualquer calendarização. Trata-se assim, de um documento inócuo e sem nenhumas responsabilizações.
Confirma-se a falta de determinação em dar passos arrojados e sólidos na concretização deste objectivo. Alcobaça continua adiada e o município devia ter sido mais acutilante e exigente na concretização deste objectivo.
Talvez um dia surja um governo e uma câmara que queiram efectivamente levar por diante este museu e honrar a figura impar do ilustre Alcobacense Manuel Vieira Natividade estudioso e coleccionador que teve continuidade pelos seus filhos António e Joaquim Vieira Natividade.

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