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D. Manuel Clemente toma posse como patriarca de Lisboa a 7 de julho

Manuel Clemente

Aos 64 anos, D. Manuel Clemente regressa à diocese de onde é natural e já foi bispo auxiliar para ser o 17º Patriarca de Lisboa a partir do próximo dia 7 de julho, sucedendo a D. José Policarpo.
É caso para invocar o ditado “o bom filho à casa torna”. Na saudação enviada aos diocesanos do Patriarcado de Lisboa, após a decisão do Papa Francisco conhecida a 18 de maio, D. Manuel Clemente refere expressamente o “grande afeto” que sempre manteve “por todas e cada uma das terras e populações que, de Lisboa a Alcobaça e do Ribatejo ao Atlântico, integram o Patriarcado de Lisboa”.
Nesta nova etapa do seu caminho como Pastor da Igreja, o novo Patriarca de Lisboa deixa, nessa mesma carta, a convicção de que “todos juntos seremos o Corpo eclesial de Cristo”, acrescentando que vem enriquecido por tudo quanto aprendeu na Igreja Portucalense e que “da minha parte, contareis com tudo o que puder, n’ Aquele que nos dá força”.
Natural do concelho de Torres Vedras, D. Manuel Clemente foi ordenado sacerdote a 29 de julho de 1979, tendo-se formado em História e Teologia. Foi na cidade do Porto, a sua segunda casa, que desde o ano 2007 D. Manuel Clemente desenvolveu grande parte da sua ação como Bispo, tendo sido anteriormente Bispo Titular de Pinhel e Auxiliar do Patriarcado de Lisboa. Foi igualmente membro formador do Seminário Maior dos Olivais na década de 80, vice-reitor até 1997, sendo depois nomeado reitor. Assumiu a presidência da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais entre 2005 e 2011 e, em 2009, viu ser-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

 

REAÇÕES

“Um grande intelectual, um príncipe da Igreja, um homem de uma grande serenidade e profundidade” – José Manuel Fernandes, jornalista e coautor, com D. Manuel Clemente, do livro “Diálogo em Tempo de Escombros”.

“D. Manuel Clemente é um homem culto mas humilde, com grande habilidade para o diálogo, o que parece ser bastante importante para continuar o trabalho desenvolvido por D. José Policarpo” – Pe. Armindo Reis, vigário e pároco da Benedita.

“É sem dúvida um bispo acarinhado dentro e fora do meio eclesial… que se preocupa com a fidelidade ao anúncio cristão. É sem dúvida um pastor e um sábio!” – Pe. Duarte Morgado, natural de Alcobaça.

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