“Devíamo-nos unir e trabalhar em prol das populações”

Foto por Sara Susano

Nome: Álvaro Joaquim Loureiro Santo
Data de nascimento: 28 de julho de 1959
Naturalidade: São Tomé e Príncipe
Escolaridade: 12º ano
Atividade Profissional: Fruticultor/Agricultor
Porque se candidatou: “Fui convidado para ser candidato do PS por António Rato, um dos presidentes de junta anteriores a mim. Quem estava nessa altura na concelhia era António José Henriques. Já havia um candidato para a freguesia do PS. Como estava combinado com o grupo que me apoiou que ou eu era presidente de junta ou não havia união e como eles não quiseram, nós candidatámo-nos como independentes. para ver o que é que isso dava. Fomos os primeiros independentes do concelho de Alcobaça.”

A função de autarca é gratificante? Que balanço faz do seu mandato?
É gratificante porque se aprende muito a lidar com as pessoas. Todos os dias somos abordados por pessoas diferentes e é gratificante por isso. Aprende-se a conhecer as pessoas e é sempre bom estar num lugar em que possamos fazer alguma coisa por alguém. Gostei de passar por este cargo. O meu mandato foi sempre uma luta mas penso que não se pode dizer que não se fez nada. Ainda se fez muita coisa na freguesia. Não se fez mais porque os meios começaram a escassear, mas acho que foi um bom mandato. Ou melhor, uns bons mandatos. Neste mandato não se vai fazer tanta coisa como nos anteriores, mas continuamos a lutar por fazer mais.

Quais são os principais problemas que Cós enfrenta?
Neste momento, se calhar, são alguma estradas e alguns caminhos que estão em muito mau estado. Não se tem conseguido nem tapar os buracos nem melhorar as estradas devido à escassez de verbas e até de materiais. Este é o problema que tem mais impacto.

E o desemprego? A freguesia tem conseguido assegurar postos de trabalho?
Esta freguesia tem alguns desempregados, mas a Zona Industrial do Casal da Areia (ZICA) tem recebido bastante gente. Isto é, uma boa percentagem dos desempregados têm conseguido através da ZICA arranjar emprego. Podem não ser os empregos ideais mas agora o importante é estar a trabalhar. Mesmo assim, continua a haver gente no desemprego. E também há duas ou três empresas aqui em Cós que continuam a laborar.

Quais são as obras feitas ou por fazer que considera mais relevantes para a freguesia?
As estradas, pelo menos as estradas principais que foram feitas, foram importantes. O saneamento, apesar de ainda não estar pronto faltando cerca de 20 por cento, também foi muito importante. A ampliação do cemitério também foi muito importante porque estávamos sem espaço para enterrar as pessoas que iam falecendo.

Qual é a situação financeira da junta?
A Junta de Freguesia agora tem a situação financeira regularizada. Tem algum dinheiro no banco apesar de não ser muito, mas é algum. Pelo menos, não temos dívida nenhuma.

O que considera ser pilar de crescimento desta freguesia?
É a indústria sem dúvida. O associativismo também é importante nesta freguesia. Há várias associações, vários clubes que por enquanto estão todos abertos. Mas vamos ver como é que isso fica agora com este novo sistema de faturação obrigatório, que penso que vai ser muito mau para as associações. Mas é sempre a indústria que é o principal polo de desenvolvimento. Também poderia ser o turismo se tivéssemos condições para receber aqui os turistas porque o Convento de Cós tem um potencial único e é o segundo monumento do concelho de Alcobaça. Devíamos lá ter uma loja para vender os produtos da terra e artesanato, devíamos ter umas casas de banho em condições. Assim já se podia pedir às agências de turismo que inserissem este convento nos roteiros. Agora, assim estamos muito limitados.

A proposta da união da freguesia de Alpedriz, Montes e Cós é do seu agrado?
Penso que não é por aí que o Estado vai poupar dinheiro. Mas já que estamos a ser obrigados a isso, devíamos unir-nos e trabalhar em prol das populações. Mas não estou a ver vontade para isso. Antes de se falar do Livro Verde, houve reuniões com o presidente da câmara para fazermos uma associação de freguesias já para tirar proveito dos meios e para trabalharmos em grupo. Se fosse assim poderia ser uma mais-valia para se rentabilizar a mão de obra e as máquinas que temos. Depois devíamo-nos sentar à mesa e falar e ver onde é que podemos poupar. Só assim é que isto poderá funcionar. Quanto a prós e contras, há possibilidade de poupança em algumas coisas e aprender a rentabilizar os meios que se têm. Quanto aos contras, acho que só quando estiver em prática esta união, é que os vamos descobrir, embora à partida, é já um contra ter que deixar a nossa origem para trás, principalmente a origem das freguesias que não ficam com a sede.

Vai recandidatar-se?
Ainda não sei.

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