Opinião

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Dia 17 de outubro, um tempo de repensar a pobreza…

Erradicar a pobreza, é uma meta ainda por atingir. ‘Um mundo melhor é possível’! Este foi o lema da marcha mundial das mulheres realizada a 17 de outubro em 2000, Nova Iorque. Em 2010 no distrito de Leiria, o dia 6 de outubro fez-se uma numa reflexão sobre a Pobreza e a Exclusão Social, no âmbito de uma ação conjunta integrada no Ano Internacional da Luta contra a Pobreza e Exclusão Social que envolveu as escolas e outras entidades.
Não se é rico ou pobre por acaso, e ‘as caridadezinhas’ devem ser repensadas e transformadas em novas solidariedades baseadas em novas construções sociais com cidadãs e de cidadãos mais esclarecidos, que com novas pistas, enfrentem corajosamente esta época de crise. Uma alternativa referida pela economista Manuela Silva do GES – Grupo Economia e Sociedade é que tem de se ‘reconhecer a pobreza como violação de direitos humanos’, pois ser pobre, ‘não é uma fatalidade, nem uma consequência de comportamentos morais individuais, mas uma violação de direitos humanos fundamentais, criada pelo funcionamento de um sistema económico e social injusto que produz a exclusão. […] É necessário todo um trabalho de esclarecimento que leve a superar ideias e atitudes preconceituosas acerca da pobreza e que desencoraje as práticas discriminatórias em relação aos pobres, que implemente a igualdade de oportunidades, que uma sociedade democrática deve proporcionar a todos os seus membros, sem exceção’, e que faça uma melhor distribuição da riqueza.
Também não se pode estar sempre a culpar o sistema, mas as pessoas das instituições que nele intervêm, porque cada pessoa deve contribuir para que ‘um mundo melhor seja possível’.

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