“A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro” é o tema da Mensagem do Papa para o 34.º Dia Mundial do Doente, que se assinala a 11 de fevereiro. O Papa recorda-nos a parábola do bom samaritano e fala de uma compaixão que se faz caminhando, com amor e responsabilidade. Uma compaixão que “carrega a dor do outro”, como escreve Leão XIV, e que só existe plenamente quando nasce do encontro com quem sofre, com quem cuida e com Deus.
É curioso como estas palavras, vindas de tão longe, encontram eco tão perto de nós.
Na edição desta semana d’O ALCOA, contamos a história das doações feitas pela missão Continente à Cáritas Paroquial de Alcobaça e à Santa Casa da Misericórdia de Alfeizerão doações que se irão converter em ajuda alimentar. O processo que deu origem a esta ajuda mostra-nos que a compaixão continua a ter corpo na nossa comunidade. Porque, como lembra o Papa, a misericórdia não é um ato solitário. É sempre uma missão partilhada.
E foi isso que vimos: colaboradores que pediram, clientes que deram, instituições que receberam e que irão transformar cada euro em alimento, em apoio, em dignidade. Uma missão partilhada por pessoas que, como o samaritano da parábola, “param, se aproximam, curam, carregam e acompanham”, não apenas na doença, mas também na fragilidade causada pela fome.
É aqui que a mensagem de Leão XIV se torna num espelho. Ele fala de uma compaixão “fraterna, inclusiva, corajosa e solidária”. E nós vemos isso acontecer, através destas e de outras instituições, com pessoas que abraçam o voluntariado e essa missão de ajudar.
Talvez este seja o maior ensinamento do bom samaritano: não basta sentir pena. É preciso agir. É preciso aproximar-se. É preciso cuidar. E, sobretudo, é preciso fazê-lo juntos gestos e sentimentos que, para todos nós, deveriam servir de inspiração.




























