Educar no consumo

Falo-vos hoje de uma realidade que muitos já sentiram ou presenciaram de perto: a apetência das crianças e jovens para o consumo. O crescimento e a educação deparam-se, por vezes, com sérias dificuldades em ultrapassar, com sucesso, o desejo de ter e usar. Num momento tão difícil como o que atravessamos, seria desejável a aquisição de uma dose suplementar de bom senso, em relação às escolhas dos mais novos. É saudável os jovens saberem discernir o bom do mau ou o bonito do feio. Não me surpreende que no bonito possam entrar algumas marcas que sejam apetecíveis. O problema é quando estas escolhas se transformam numa verdadeira psicose do consumo, que muitos vão aprendendo a eleger quase como filosofia de vida.
Esta verdadeira fuga para a frente não será mais que uma fuga do vazio, deixado pela ausência de valores ou afetos.
É urgente perceber que muitos jovens continuam a não ter noção das suas limitações e do trabalho necessário à conquista dos recursos, que permitem atingir os seus sonhos, seja em relação às marcas ou a outra realidade fútil. De um vazio de ideias inicial, pode surgir um vazio de objetivos. Se este vazio nos diz alguma coisa é que alguns jovens e pais denunciam enormes fragilidades na sua missão de educando ou educador. Pior é quando ainda se tenta maquilhar esse vazio, fugindo para a frente, numa espécie de cavalgada em relação a uma sofreguidão sem fim, diante de tudo o que representa os apelos ao consumo.
A educação não deve ser diluída numa estratégia de marketing. Deve ser encarada como um fenómeno de criação de novidade e diferença.
Embora não tivéssemos desejado as dificuldades por que estamos a passar, devemos aproveitar estes tempos de mudança para reiniciar um novo ciclo social. A riqueza interior, a que alguns chamam de humanidade, transformou-se num bem de segunda necessidade. Uma sociedade que vive com o conhecimento de costas voltadas para a humanidade viverá na periferia de si própria, tendo dificuldades em encontrar um caminho com futuro.

Uma resposta

  1. Quero fazer uma denuncia de trabalho.
    Existe um restaurante/ Café- O Coxo – Casal da Fisga.
    O Coxo é o patrão, não presta, apenas abusa nas empregadas e quem está lá a trabalhar é abusada.
    Se ele saísse de lá tudo mudava.
    As bifana levam muita mistura, o café sabe a sal
    Aquilo não tem condições nenhumas para lá se trabalhar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

PRIMEIRA PÁGINA

PUBLICIDADE

Candidaturas abertas

NOTÍCIAS RECENTES

AGENDA CULTURAL

Alcobaça. Biblioteca convida à conversa com…

10 Abr | Sáb | 11:00

online

Encontros em Rede: Reimaginar os Museus a 26

05 Abr | Seg | 15:00

Página de facebook da Rede Cultura 2027