Élia Pimenta. “A higiene urbana é uma das nossas prioridades”

Catarina Ferreira Reis
Jornalista

Élia Pimenta assumiu a presidência da Junta de Freguesia de Aljubarrota, pelo PSD, nas últimas eleições autárquicas, em outubro de 2025, sucedendo a José Lourenço no cargo. Pela primeira vez nesta posição e sendo também a primeira mulher a assumir a presidência da junta de freguesia, a autarca fala sobre o que a levou a candidatar-se e sobre os problemas e projetos que gostaria de concretizar.

Porque resolveu candidatar-se?
Foi o concretizar um dos objetivos de vida. Sempre tive uma vida ligada à comunidade. Cresci na Boavista, onde aprendi o valor da entreajuda e da participação, e desde criança estive envolvida na igreja, na coletividade, na catequese e em atividades culturais. Sempre senti que, onde houvesse trabalho comunitário, eu queria estar.
Escolhi ser engenheira agrícola porque queria trabalhar com pessoas e com o território. A experiência numa associação de agricultores e, mais tarde, na Câmara Municipal de Alcobaça, deu-me uma visão das necessidades das comunidades. A pandemia levou-me a refletir sobre o meu papel e sobre o que ainda queria fazer pela minha terra. Foi então que procurei o presidente de junta da altura, José Lourenço, e entrei no executivo anterior para ajudar e aprender. Ao longo desses quatro anos percebi que tinha perfil, capacidade e vontade para liderar. Identifiquei-me com a missão, com a responsabilidade e, sobretudo, com a proximidade às pessoas. Candidatar-me foi um compromisso com a minha terra e com aquilo em que acredito: uma junta próxima, prática e humana, que resolva problemas concretos e melhore a vida das pessoas. A confiança da população reforçou esse sentido de responsabilidade. Formei uma equipa competente e criámos uma “Equipa Alargada” com pessoas de cada canto da freguesia, para garantir que estamos atentos a todo o território. Acredito no poder da proximidade e quero que as pessoas se sintam bem e orgulhosas do lugar onde vivem. Trabalho todos os dias para honrar essa confiança.

Quais os maiores problemas da freguesia?
Temos vários desafios, mas a higiene urbana é uma das nossas prioridades. Trabalhamos no controlo de infestantes e na limpeza de bermas e caminhos para manter a freguesia cuidada. O lixo é outro problema sério: continua a haver pouca sensibilização e encontramos frequentemente monos e resíduos deixados junto nos ecopontos, mesmo quando estes não estão cheios. Por isso, queremos reforçar e dignificar os pontos de recolha, criando espaços próprios e bem sinalizados. Na área social, preocupam-nos especialmente as crianças e os idosos. Trabalhamos com escolas e associações de pais e reforçámos o apoio aos mais velhos com a contratação de uma assistente social, para combater o isolamento e garantir acompanhamento próximo. Temos também questões estruturais importantes, como os acessos ao IC2 e ao nó do IC9 para Aljubarrota, temas que continuamos a trabalhar com a Câmara Municipal. O dia-a-dia traz desafios constantes, desde a manutenção de caminhos e estradas até à resposta a situações de emergência, e por isso alargámos o horário da Junta para melhor servir quem trabalha. Outro ponto essencial é a requalificação do centro de saúde, que se manterá no centro histórico e terá também espaço para serviços da Junta de Freguesia. Será uma melhoria significativa para a freguesia. Por fim, queremos fixar jovens no território. Apoiamos a requalificação da Rua Direita e estamos a identificar prédios devolutos e áreas para novas habitações, criando condições para que os jovens possam viver perto das suas famílias.

(Leia a entrevista na integra na edição de 02 de janeiro de 2026)

Catarina Ferreira Reis
Jornalista

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