“A extrema-direita americana, que chegou com Trump pela segunda vez à Casa Branca, empenhou-se, em 2025, em minar a ordem internacional, em violar normas, regras e leis, dentro e fora do país, em ignorar e marginalizar as instituições internacionais e as Nações Unidas.” Esta, uma opinião de António Costa Silva, num dos últimos números da revista Visão. Se o primeiro mandato de Trump foi muito mau, este segundo parece ser ainda pior, em todos os capítulos. Comecemos pela defesa. Os Estados Unidos e a União Soviética procuraram, desde a década de 1960, celebrar acordos para o controlo das respetivas armas nucleares, garantindo que a bomba atómica não seria usada. O primeiro grande tratado nuclear entre aquelas potências foi negociado por Nixon e Brejnev em 1971. Daí para cá foram sendo revistos e celebrados vários tratados, até que, já no início do corrente ano de 2026, Vladimir Putin declarou unilateralmente retirar-se deste acordo, e manifestou o desejo de reiniciar os testes nucleares a que ambas as potências tinham renunciado. Em resposta, Trump ordenou aos seus militares que procedessem de igual modo. Assim, as democracias europeias e asiáticas ficaram ameaçadas por não mais poderem contar com a proteção americana. Um risco a considerar é estarmos em vias de proliferação do armamento nuclear, como consequência da destruição da ordem internacional que os Estados Unidos construíram e que Trump está empenhado em destruir. Aliás, mesmo nos Estados Unidos, cresce um movimento de repúdio pelas pretensões do Presidente em relação à Gronelândia, um território pertença de um velho aliado europeu. Também no que toca a Gaza, Trump sonhou com uma nova Baviera naquela faixa. Quanto ao inimigo Irão, e em presença das violentas manifestações ali ocorridas, o Presidente americano prometeu que “a ajuda ia a caminho.” Não foi. Entretanto, gabou-se de ter travado ali 837 enforcamentos, acrescentando: “Mas eles têm de fazer alguma coisa…” Todos estes desvarios autoritários de Trump poderão tornar a América pequena outra vez. Há, aliás, muitos rumores sobre o estado mental do Presidente. Troca frequentemente os nomes dos países, à Gronelândia chama Islândia, adormece muitas vezes nas reuniões, tem comportamentos bizarros, insulta a torto e a direito. O professor universitário de Psiquiatria John Cartner declarou recentemente: “Olhando para trás, nas gravações dos anos oitenta, Donald Trump era uma pessoa muito articulada. Já era um cretino, mas era capaz de se exprimir deforma clara e coerente. Agora, ele debate-se para completar um pensamento.” Alguns médicos e especialistas interrogam-se sobre quanto tempo Trump se manterá no cargo.
Leia o artigo de opinião na edição de 26 de fevereiro de 2026





























