“Este primeiro ano como diretora foi positivo, apesar das mudanças”

Foto por Sara Susano

PERFIL

Nome: Helena Serrenho Vinagre
Data de nascimento: 23 de junho de 1976
Naturalidade: Benedita
Grau Académico: Licenciatura em Matemática ramo Educacional
Percurso Profissional: Docente de Matemática em Caldas da Rainha, Alcobaça, Campelos e Abrigada
Início de funções enquanto diretora do Agrupamento de Escolas da Benedita: 29 de julho de 2013

Helena Vinagre, de 38 anos, natural da Benedita e licenciada em Matemática, é diretora do Agrupamento de Escolas da Benedita desde julho de 2013. A’O ALCOA, fez o balanço deste primeiro ano à frente do agrupamento e falou dos desafios que se colocam a um estabelecimento de ensino nos dias de hoje.

Que balanço faz deste primeiro ano enquanto diretora do Agrupamento de Escolas da Benedita?
Posso dizer que foi positivo, apesar de ter sido um ano de mudança quer a nível pessoal, quer a nível profissional, dado que as competências e as responsabilidades deste cargo são muito diferentes das que tinha só como docente. Foi um ano de tomada de conhecimento, de identidade do agrupamento, que é muito disperso, composto por três freguesias, de organização do agrupamento, da constituição de uma nova equipa da direção, da gestão dos recursos humanos e físicos, da elaboração de todos os documentos orientadores e da parte administrativa que lhe está inerente.

O agrupamento mantém o número de alunos?
Este ano não mantivemos o número de alunos, devido à quebra da taxa de natalidade que se tem vindo a registar. No ano anterior, o número de alunos foi de 1257 alunos e, este ano letivo, é de 1182 alunos. É de salientar que a escola da Lagoa das Talas encerrou e temos menos uma turma do 5º ano, estando o número de alunos a diminuir no pré-escolar e no 1º ciclo.

A Academia de Música deixou de ter a seu cargo as atividades extracurriculares (AEC’s) no agrupamento. Como decorreu este processo?
Quanto às AEC, como é do conhecimento público, a Câmara Municipal de Alcobaça já tinha informado o agrupamento ao longo do ano de 2012 que iria deixar de ser entidade promotora, tendo-o feito oficialmente, no dia 30 de julho de 2013. Ao longo do ano letivo, fomos recebendo alguns projetos interessantes de IPSS e associações que foram analisados, tendo em conta, as metas definidas no projeto educativo do agrupamento. Uma vez que a legislação em vigor prevê que as associações de pais possam ser entidades promotoras, o agrupamento considerou esta a hipótese mais viável, para que se pudesse dar continuidade à colaboração dos docentes das AEC’s que desde o início desenvolveram essas atividades. Neste âmbito, depois de ouvidas as associações de pais, optou-se pelo projeto da associação Tempos Brilhantes – Educarte. Todos os parceiros foram contactados pela associação, inclusive a Academia de Música de Alcobaça, que não se enquadrou no projeto apresentado e proposto ao agrupamento, facto esse que lamentamos.

Como têm corrido essas atividades com a mudança?
No geral, as AEC’s estão a correr muito bem. É um projeto com um conceito diferente do habitual, com uma grande articulação com as áreas curriculares e com os docentes.

Quais as principais dificuldades e desafios na gestão de um agrupamento? Sendo este um agrupamento da sua terra, a responsabilidade é acrescida?
Ter concorrido a este cargo foi um grande desafio, mas fi-lo de forma consciente e serena. O procedimento concursal a diretor é público, com uma série de ações legais e institucionais a percorrer. Apresentei-me a concurso com mais quatro candidatos a diretor, sabendo que nem sempre é fácil por ser da terra. Elaborei e apresentei um projeto de intervenção com base no que conhecia do agrupamento e o que poderia fazer para o melhorar. O conselho geral, que é composto por 21 elementos, com representantes de toda a comunidade educativa, entendeu ser este o projeto que melhor servia os interesses do agrupamento. O projeto de intervenção apresentado, que serviu de base ao Projeto Educativo de 2013-2017, define as prioridades e estratégias para colmatar os problemas diagnosticados.

O que é que o agrupamento pode fazer para melhorar as condições de trabalho de professores e alunos?
Ao nível das condições de trabalho, as prioridades eram muitas, mas deu-se maior destaque ao domínio socioafetivo, elaboração de vários documentos relativos à melhoria de comportamentos dos alunos, criação de um código de conduta e de critérios de atuação em sala de aula.

Se fosse ministra da Educação qual seria a primeira medida que tomava?
Revia a situação dos concursos de docentes, para que estes apenas concorressem por zonas que abrangessem a sua área de residência. É inconcebível que os docentes ano após ano andem “com a casa às costas”, prejudicando as suas famílias e alunos.

Uma resposta

  1. São precisas pessoas assim como diretoras: francas, generosas, apaixonadas pelo que fazem e que acreditam ser o melhor para a comunidade que servem. Força, Sra. Diretora!

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