Eu tenho um sonho

Um sonho para Alcobaça. Um sonho para o Mosteiro.
O sonho de quem nos visita possa levar mais do nosso Mosteiro. Que possa ser uma experiência mais rica de fé para aqueles que a têm. E que todos, crentes e não crentes, se deslumbrem com a ciência e a cultura dos homens que o fundaram e lhe deram vida durante quase sete séculos.
Que haja uma melhor interpretação (para usar a expressão cientificamente correta!) do monumento: quer dirigida ao turismo cultural, quer dirigida ao turismo religioso (filão tão desaproveitado com Fátima aqui ao lado…).
Que houvesse recriação fide-
digna de ambientes e atividades monásticas. Tocando a música do silêncio. Iluminando a História. Transportando ao passado.
Convocando ao futuro.
Que houvesse informação mais criativa. Interpelante. Surpreendente. Acordando os visitantes. Provocando-os no bom sentido. Marcando-os de forma profunda
e impressiva.
Um programa interpretativo em que a comunidade paroquial – que continua hoje o legado dos monges de Cister e mantém o sentido do Mosteiro de Alcobaça – participasse. Tomando parte ativa sobretudo na informação e animação dirigidas ao turismo religioso.
Logo à chegada. «Dizer» o que representa para nós. O nosso Mosteiro é encontro de irmãos. Altar do nosso domingo. Espaço sagrado. Caminho para o Céu.
«Dizer» como nos orgulhamos e amamos o nosso Mosteiro. E a memória dos que no-lo deram.
«Dizer». Pela mensagem mas também pela presença. Pelo acolhimento. Dos braços abertos do Crucificado e dos nossos.
E abrindo caminho a uma refundação da Ordem de Cister em Alcobaça. Aliada à recuperação patrimonial como em Pomblet, na Catalunha, ou em Boulaur, na França. Restituindo – como aconteceu recentemente com o Mosteiro de Vyssi Brod, na República Checa – aos monges brancos, neste caso, de um pouco do espaço que é todo seu. E retomando a genuína hospedaria, obrigatória em qualquer mosteiro beneditino.
Mesmo que o Estado muitas vezes nem faça nem deixe fazer. Mesmo que projetos postiços ou improváveis consigam mais visibilidade que este ao nosso alcance.
Mesmo que… Eu tenho um sonho.
E este é o Ano da Fé. Momento de sonho e de esperança. De desafios. Para cada um. Para o Mosteiro. Para Alcobaça. Para todos.

Uma resposta

  1. Querida Ana, obrigada pela partilha do teu sonho!
    Muito bonito. Colorido. Ao entrar nele, consegui ver movimento, cores, cheiros, gestos, pessoas, culturas, sorrisos, espanto, pensadores, atores, vestes, terra, pedra, som, silêncios, espaço, tempo… Que os homens de hoje ousem pôr “mãos ao caminho”… na construção de um sonho partilhado e agido. Por Alcobaça. Pelas pessoas de Alcobaça. Pelo Mosteiro. Pelas pessoas que o queiram visitar e sentir a vibrar num acord[ar] que é mote e que é tom… de um som maior!
    Abraço e bem haja pelo empenho pessoal que colocas generosamente no Jornal que é de todos nós!!
    MM

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