Extraordinários. 75 anos d’O ALCOA

Neste 2020, em cada edição, pessoas extraordinárias em algum aspeto da sua vida, com ligação à nossa região.
O mundo vivia uma crise profundíssima, enquanto encontrava esperança entre as ruínas da guerra que terminava. Em Alcobaça, houve também a ousadia de sonhar. A 27 de dezembro de 1945, nasceu O ALCOA. No início, um jornal pequenino, ao jeito do Menino do presépio, que se celebrara apenas dois dias antes. Com o Natal, nasceu o nosso «jornal Natal». Apenas com 4 páginas, mas encerrando a promessa de muitos amanhãs. E aqui estamos 75 anos depois. Graças a Deus!
Os extraordinários desta edição são obviamente TODOS os que foram responsáveis pela fundação d’O ALCOA e pela sua publicação ininterrupta ao longo destas 15 lustros. E, entre eles, especial destaque para o Padre Manoel Vitorino, pároco de Alcobaça ao tempo. Extraordinário na fundação d’O ALCOA, extrordinário nas memórias dos seus contemporâneos. Só o vi duas vezes, era muito pequena, já ele não estava em Alcobaça há anos. Recordo-o à mesa dos meus pais, pouco expansivo, discreto. Hoje, quando se valoriza tanto a aparência e menos a essência, não seria de imediato uma pessoa chamativa. Eu, a quem a vida ensinou a desconfiar da simpatia em excesso, ainda o louvo mais por isso. A minha mãe contava-me que o P. Vitorino falava com o mesmo tom contido ao paroquiano mais rico como ao mais pobre, à pessoa mais poderosa como à mais carenciada. Sabiam sempre onde encontrá-lo diariamente, no mesmo período da manhã e da tarde: na capela do Santíssimo no mosteiro. Em oração e atendendo a quem o procurava. À minha mãe, à minha sogra, a pessoas que com ele conviveram; a todos ouvi uma profunda admiração pela sua ação espiritual e social, pela sua vida pobre e de total compromisso. Sem autossuficiência, ainda bem antes do Concílio Vaticano II, o P. Manuel Vitorino chamou um leigo para dirigir o jornal: João de Sousa e Brito, que assinou na 1.ª edição o belíssimo programa “Romper da Marcha”.
E a marcha continua por obra da equipa de profissionais e voluntários, por vontade dos assinantes e leitores. Para bem da nossa região e para maior glória de Deus! aNA CALDEIRA, diretora

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