Opinião

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Extraordinários. Joaquim Augusto de Carvalho

Neste 2020, em cada edição, pessoas extraordinárias em algum aspeto da sua vida, com ligação à nossa região.
Quando podem chegar a Portugal, se aprovado no Conselho Europeu, 15 mil milhões de euros a fundo perdido, lembro Joaquim Augusto de Carvalho, cofundador da Crisal, presidente do Clube Desportivo Comércio e Indústria de Alcobaça, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alcobaça… Mas do que quero sobretudo falar é da sua extraordinária ação enquanto presidente da Câmara de Alcobaça de 1953 a 1961, deixando incomparável marca da autarquia na cidade. Sem dinheiros da União Europeia. Soube aproveitar sobretudo a visita da Rainha Isabel II de Inglaterra para operar uma revolução urbana do Largo do Mosteiro, de onde foi retirado e realocado o edifício do Jardim-Escola João de Deus, nivelando a praça, demolindo e reconstruindo na nova rua Dr. Zagalo duas moradias que entravam Rossio «adentro». Promoveu obras, desenterrando parte das fundações, no Castelo de Alcobaça, a saída das famílias que viviam na Ala Sul do Mosteiro de Alcobaça (onde tinham aberto águas furtadas), a realocação do Asilo de Infância Desvalida Álvaro Possolo, a criação do estádio municipal, tendo uma ação também meritória no concelho, na eletrificação e infraestruturação. Em 1998, trabalhava eu na imprensa local, tive a honra de o entrevistar. Recordo com profunda admiração vários episódios que relatou, reveladores de inteligência, empreendedorismo e sentido de oportunidade. Ao almoço, juntou-se ao Sr. Joaquim Elias que me contou como foi Joaquim Augusto de Carvalho que reuniu as famílias detentoras da Faianças Raul da Bernarda, Olaria de Alcobaça e Elias & Paiva para criação da SPAL. Contava Joaquim Elias que, a seu convite foram, mas entraram desconfiados, mal se falando, sendo de empresas concorrentes. A reunião deu frutos que perduram.
Com inteligência, vontade e uma estratégia duradoura, até mesmo com pouco dinheiro se pode fazer muito. Pelo contrário, dinheiro sem cabeça, honestidade ou espírito de missão… muitos que ganham o Euromilhões acabam mais pobres que antes. Esperemos que não!

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