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Extraordinários. Manuel Castelhano

Neste 2020, em cada edição, pessoas extraordinárias em algum aspeto da sua vida, com ligação à nossa região.
Exalte-se a boa gestão, numa semana em que a TAP e a EDP abrem os telejornais e a nossa boca de espanto (uma nacionalizada com uma pesadíssima fatura para os contribuintes portugueses, que continuarão a pagar no futuro sabe-se lá quanto mais!; a outra, cuja gestão, em tempo de monopólio e depois através de rendas excessivas, tanto continua a penalizar, sob beneplácito dos sucessivos governos, os mesmos contribuintes).
Ora um extraordinário exemplo de boa gestão é a Cooperativa Agrícola de Alcobaça. Uma antiga e relevante instituição no concelho que enfrentou uma grave crise e cuja recuperação conheceu um impulso decisivo quando Manuel Castelhano assumiu a sua presidência.
É fácil parecer que se faz obra, como no caso das referidas empresas, com monopólio de mercado, cobranças excessivas ou injeções do Estado que se perpetuam. Difícil é conseguir fazer vingar e mudar a face de uma associação numa pequena cidade, conciliando vontades e pontos de vista, forjando projetos, combatendo por carolice, sem prémios milionários. Desde 2006 a 2018, o extraordinário Manuel Pimentel Castelhano deu uso à sua aposentação, quando alguns já só querem descansar dos anos de trabalho, servindo os agricultores e a região, liderando uma equipa que remodelou de forma marcante as instalações e oferta da cooperativa, ampliando negócios e clientes, afirmando a marca da instituição. Bem-haja. E que outros o homenageiem seguindo o seu exemplo de serviço, de competência e de dinamismo.

Nota: Já depois de ter iniciado este editorial, faleceu Antonieta Vergas. No Mosteiro de Alcobaça, com as palavras “Deixem-me morrer aqui”. A alegria e ânimo com que vivia a sua fé e a sua vida ficarão também como um exemplo extraordinário. Na pastoral familiar, António e Antonieta Vergas deram, junto de dezenas de noivos, um extraordinário testemunho de um longo casamento que transparecia amor e harmonia. Agora, creio, voltaram a reunir-se no Pai. Queridos amigos, até sempre!

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