“Faltam criar as condições necessárias para atrair o turista”

Nome: José Lourenço Severino
Data de nascimento: 20 de agosto de 1956
Profissão: Funcionário público
Naturalidade: Prazeres de Aljubarrota
Quando se candidatou: 2001
Porque se candidatou: “Era secretário de junta e o presidente de junta, da época, fez-me o desafio e eu aceitei”.

Três mandatos depois, que balanço faz do seu mandato?
Faço um balanço positivo. Não era o que estava à espera, esperava muito mais. Mas atendendo às dificuldades financeiras, é um balanço positivo, desde pavimentações à aquisição de património.

Quais são as obras feitas que considera mais relevantes para a freguesia?
O saneamento em Chiqueda e Lameira; pavimentações e arruamentos de estradas, junto a casas, que estavam em terra batida, como em Moleanos, Lagoa do Cão… Estamos a fazer agora um parque de estacionamento nos Moleanos e vamos recuperar uma lagoa antiga na Lagoa do Cão. São obras maioritariamente participadas pela junta.

E o que falta fazer?
Há algumas estradas que ainda faltam. A estrada dos Moleanos penso que agora é para avançar… é uma obra há muito tempo prometida. Também gostava muito de um polidesportivo na Lameira mas ainda não consegui, por questões financeiras e dificuldades de entendimento com o proprietário do terreno.
E a requalificação da Escola Básica foi uma obra desejada?
Sim. Tenho é muita pena das quatro escolas que fecharam. Eu sou contra os grandes centros escolares… concordaria mais com dois mini-centro escolares para a freguesia toda, um na sede e outro mais a sul. Mas não foi o entendimento, paciência.

O tecido económico da vila tem conseguido dar emprego à sua população?
Se me perguntasse isso há seis ou sete anos, eu dizia-lhe que estávamos muito abaixo da escala nacional. Hoje, infelizmente, estamos ao mesmo nível. Temos muitos desempregados… indústrias e comércio a fechar; são os dias que temos. Noto que as pessoas já sentem muitas dificuldades de sobrevivência.

E que respostas a junta pode dar ou já dá nesses casos?
Não temos muitas respostas. Já ajudámos muitas pessoas, nomeadamente na compra de medicamentos. Neste momento, fizemos um POC carenciado de um senhor que mora nos Moleanos, que tinha muitas dificuldades, e que agora trabalha na junta.

O evento “Aljubarrota Medieval” tem contribuído para a projeção da vila?
Tem mas eu queria mais um ou dois eventos por ano. Eventos ligados sempre à história… nós começámos por comemorar o 14 de agosto, dia da batalha, e depois atrás desse dia veio a feira medieval. E este ano teremos seis dias de Aljubarrota Medieval. “Caem” em Aljubarrota milhares de pessoas nesses dias, as ruas estão sempre cheias, o pior é que morre depois.

Considera, então, que o Turismo é o pilar de crescimento desta freguesia?
Sim, a aposta de Aljubarrota futuramente é o Turismo. A Paróquia de São Vicente irá inaugurar brevemente um museu de arte sacra e temos de agarrar na história desta vila. Aljubarrota está carregada de história. Costumo dizer que Aljubarrota é Óbidos em ponto pequeno, mas infelizmente está parada. Os que vêm cá tiram fotografia à padeira e vão embora. Ainda não estão criadas as condições necessárias para atrair o turista. Esperemos que no próximo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), haja subsídio para a requalificação da vila de Aljubarrota.
E essa requalificação passa pelo quê?
Passa por exemplo, pela criação de uma zona de venda de produtos de Aljubarrota ou por pessoas que recebam o turista e vão com ele visitar a vila. Há muita história para ver e visitar: é preciso é trabalhar para isso e também que a câmara olhe um bocadinho mais para nós.

Por isso, a agregação das duas Aljubarrotas foi consensual?
Há muitos anos que defendia uma anexação das duas. Era o que fazia mais sentido: seremos a terceira freguesia maior do concelho, teremos mais poder reivindicativo. Mas não concordo com a reorganização administrativa. Isto não foi bem feito, devia ter começado pelos municípios e depois ir às freguesias. Devíamos aproveitar também esta reforma para rever os limites das freguesias. Concordo com a lei mas não concordo da forma como foi feita.

A junta está equilibrada financeiramente?
Só gasto quanto tenho, se não tenho, não gasto. Não há dívidas. Recomenda-se.

Ser autarca é gratificante?
É muito gratificante. É um gosto imenso trabalhar com as populações. Por vezes, não podemos atender àquilo que nos é solicitado e podemos não ser bem vistos. Mas aprendi muito. Considero que ser autarca não é só ser presidente. Eu já sou autarca há 20 anos: fui tesoureiro, fui secretário e depois sim presidente. Aprendi sempre… e irei continuar a aprender mesmo não sendo eu presidente.

E vai haver recandidatura?
A lei não está clara. Mas eu e o meu colega [Amílcar Raimundo, presidente da Junta de Freguesia de São Vicente de Aljubarrota] fizemos um acordo. Vamos fazer parte, sem qualquer posição de lugares, de uma lista única independente. E veremos qual será o candidato, que poderá ser um de nós. Se me puder recandidatar, eu serei candidato. Se não puder… alguém avançará.

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