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Iniciativa. Alcobacense cria projeto inovador de centro de estudos sobre alimentação

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Queres saber mais sobre o que comes e o que bebes, de forma simples? Produzir a própria sidra? Aprender sobre as principais regiões produtoras de vinho ou de cerveja e saber harmonizá-las com a alimentação? Este é o trabalho do Centre for Food Education and Research (CFER) criado por Daniel Abegão, um jovem alcobacense de 25 anos. “Um centro que se dedica à formação em análise sensorial de bebidas alcoólicas (vinho, cerveja, sidra e destilados) e não-alcoólicas (chás e infusões), a cursos de show-cooking para demonstração de harmonização de vinho e cerveja com menus, a cursos técnicos (como produção de sidra) e também à colheita e confeção de alimentos”, resume. Daniel conta com uma equipa de cientistas alimentares, analistas sensoriais, cozinheiros e agrónomos para partilhar o conhecimento e paixão sobre alimentos e bebidas.
Licenciado em Bioquímica, com Mestrado em Química e Pós-Graduação em Gestão de Empresas, em Coimbra, Daniel sempre foi apaixonado por esta área, tendo desenvolvido a sua atividade no âmbito da investigação alimentar. Foi daí também que se iniciou na aventura das cervejas, conforme conta a’O ALCOA, com a invenção de uma cerveja artesanal. “A Jola nasceu de uma forma muito tímida há três, quatro anos, mas a coisa tornou-se séria há cerca de dois anos e agora está muito séria”, conta, explicando que a “Jola – Faz a tua” é um “kit contendo um preparado de cerveja, que permite a qualquer pessoa, seguindo as instruções, fazer a sua própria cerveja em casa”. Uma ideia que ele, como cientista e analista sensorial, abraça com três amigos alcobacenses: António Querido, que neste momento está no projeto a full-time; Rui Pinto; e ainda Miguel Querido.
A empresa, atualmente com sede em Odivelas, tem vendas maioritariamente online. “Queremos democratizar a produção de cerveja em casa e que toda a gente se divirta”. E é o que tem acontecido, já que “em termos percentuais, a empresa cresceu mais de 500 por cento neste último ano e triplicou a faturação de 2016 para 2017”. Em 2018, “estamos a bater todos os recordes”, revela Daniel, que não consegue estar parado. Entretanto, frequentou alguns dos melhores cursos mundiais de análise de bebidas e ainda investiu na paixão pela cozinha, que tem desde sempre.

(Saiba mais na edição em papel e digital de 12 de julho de 2018)

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