Joaquim Romão. “Os combatentes nunca foram reconhecidos pelo valor, esforço, dor e morte”

PERFIL

Nome: Joaquim Romão
Data de nascimento: 13 de agosto de 1939
Naturalidade: Maiorga
Atividade profissional: Reformado

ORA DIGA LÁ…

Um militar: General Altino Magalhães
Uma missão: Estar 21 anos ao serviço da Liga dos Combatentes
Uma frase: “Os antigos combatentes continuam a lutar pelo reconhecimento, tal como lutaram pela Pátria”

Joaquim Romão, de 82 anos, é presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes de Alcobaça, há 21 anos. À conversa com O ALCOA, reviveu memórias da guerra, bem como o seu trabalho como presidente da instituição. E ainda partilhou um sonho, que gostaria de ver concretizado na cidade de Alcobaça.

Qual o papel do Núcleo da Liga dos Combatentes de Alcobaça?
O general Altino Magalhães convidou-me para ser presidente da direção do Núcleo de Alcobaça, que veio a acontecer a 16 de setembro de 2000. Não foi fácil o princípio. De 1990 a 2000, houve pessoas que se dedicaram a mudar o rumo, para os combatentes terem um maior apoio. A nossa liga abrange Alcobaça, Nazaré e parte do concelho de Porto de Mós. O Núcleo de Alcobaça é reconhecido, por ter um trabalho notável em defesa e apoio aos combatentes.

Como descreve o trabalho feito?
Quando assumimos responsabilidade, tem de haver uma dedicação forte e com sacrifício. Deixei o resto da vida de parte para o núcleo chegar onde chegou. É necessário vir todos os dias, há qualquer coisa para fazer: combatentes para serem atendidos, desenvolver processos de eliminação do stress da guerra, tratar de documentos para a reforma, dar assistência aos problemas de saúde. Nós que estamos na frente temos de dizer: “eu não posso abandonar este barco, tenho de continuar a lutar e a trabalhar pela honra e dignidade de todos nós”. É por isso que hoje aqui estou, embora pense que no futuro tem de se preparar uma pessoa para seguir o trabalho. O concelho é dos mais evoluídos na criação de memoriais aos combatentes. É o símbolo mais forte do nosso passado e onde muitas pessoas da nossa geração se reveem. Nós procuramos que as pessoas não se esqueçam do passado, porque um dia poderá calhar-lhes. É uma forma de sentirmos alguma paz, pois estamos a trabalhar com justiça, pelo passado e pela pátria.

Quais as principais dificuldades que sentiu?
Criar estruturas dentro do núcleo. Quando entrei, não havia nada. Um primeiro trabalho foi levar a mensagem aos combatentes: de que a nova direção tinha uma forma nova de estar e de pensar, e havia um novo futuro. Não há dúvidas de que hoje os Combatentes de Alcobaça são mais fortes. São eles que com a sua cota mensal vão sustentado as atividades, não temos outras verbas.

Saiba mais na edição impressa e digital de 23 de dezembro de 2021.

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