José Bastos tomou posse como diretor da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister (EPADRC) a 28 de julho de 2025, sucedendo a Paula Malojo no cargo. Em entrevista a’O ALCOA, o novo diretor fala do que o levou a aceitar este desafio, mas também dos projetos e dos desafios da EPADRC, que se tem assumido como uma escola profissional de referência.
Suceder a Paula Malojo é uma responsabilidade acrescida. Como encara essa transição?
A anterior direção deixa-nos um grande legado, porque houve muitas melhorias: na parte das infraestruturas, na qualidade pedagógica, na divulgação da escola e na forma de dar a conhecer a escola ao exterior. É esse legado que queremos manter.
O que têm como projeto de futuro, o que querem melhorar?
Queremos apostar na inovação e na tecnologia, e já iniciámos alguns projetos nessa área. Estamos também a reforçar elementos fundamentais como o bem-estar – porque, na escola, é essencial que toda a comunidade se sinta bem: professores, alunos, pessoal não docente, pais, encarregados de educação e parceiros.
Na transição digital, estamos a investir na formação de professores e funcionários, com o objetivo de tornar a escola mais digital. Na área da sustentabilidade, sempre realizámos atividades ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Atualmente, estamos na segunda fase: tornar a escola verdadeiramente sustentável – o que é muito importante.
Estamos a inovar nas áreas agrícola e da restauração. A escola tem uma forte tradição na agropecuária, com cerca de 30 anos, e há pouco mais de uma década integrou também a restauração. Trabalhamos com o lema de unir estas duas áreas fundamentais. Sempre que possível, conciliamos ambas nas atividades escolares, envolvendo alunos, professores e funcionários desde o início do ano.
As atividades são para todos – porque a escola é de todos. E o bem-estar continua a ser uma prioridade: pessoas felizes sentem-se bem, e tudo funciona melhor. Como já referi na reunião de receção: Somos Todos EPADRC. E, quando trabalhamos como um todo, tudo se torna mais fácil.
O que o motivou a aceitar este desafio?
Já tinha estado nesta escola entre 2006 e 2009, como professor, e sempre achei que tem uma especificidade diferente – é uma família. Surgiu o desafio de encontrar alguém que sucedesse à professora Paula Malojo, e pensei: porque não encarar este desafio? Gosto da escola, da sua dinâmica, e tem áreas que me agradam muito – como a parte agrícola, embora não seja especialista, e também a área da restauração.
Considerei que poderia ser uma mais-valia para a escola. Gosto de trabalhar com as pessoas que fazem parte da comunidade escolar, desenvolver projetos, e de dinamizar a ligação ao tecido empresarial. Acredito que posso ajudar a projetar a escola.
É uma escola pequena, embora tenha 28 hectares – o que representa muita área e muitas valências. Pretendo, juntamente com a equipa de direção – com quem tenho muito orgulho de trabalhar –, fazê-la evoluir: em número de alunos e em infraestruturas, porque ainda há muito a melhorar.
Foi essa convicção – de que poderia contribuir para a EPADRC – que me trouxe de volta.
(saiba mais na edição de 06 de novembro)