Liberdade, igualdade e fraternidade

Coincidência. Numa altura em que este jornal edita um livro sobre todos os papas da Igreja, o Papa Francisco acaba de assinar, junto ao túmulo de S. Francisco de Assis, a nova encíclica “Omnes Fratres” (Todos Irmãos). Recuperando o grande lema da Revolução Francesa “ Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, Francisco discorre sobre a Fraternidade, por considerar que liberdade e igualdade são conceitos que as sociedades vieram a integrar, esquecendo no entanto (ou não aprofundando) o conceito de fraternidade. Escreve o Cardeal José Tolentino Mendonça, na revista do jornal Expresso, do dia 3 deste mês: “…Diz o Papa Francisco que sem a fraternidade, a visão da liberdade e da igualdade correm o risco de se tornarem inconclusivas e abstratas.” Esta é uma encíclica que segue a linha das “encíclicas sociais” dos últimos papas, que tiveram início com a “Rerum Novarum”, de Leão XXIII (1891), a “Quadragesimus Annus”, de Pio XI (1931) e outras – duas de João XXIII, duas de Paulo VI, três de João Paulo II. Todas elas são referidas no livro que O Alcoa acaba de publicar. Estas encíclicas definem com clareza a doutrina social da Igreja, pelo que se torna estranho que ainda haja católicos que, politicamente, se inclinem para extremos, da direita ou da esquerda.

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