Luís da Silva, diretor do Agrupamento de Escolas de São Martinho do Porto, cumpre o seu primeiro mandato após vários anos na equipa diretiva.
Entre a valorização dos resultados sociais e académicos, a defesa de uma escola humanizada e a necessidade urgente de investimento nas infraestruturas, o diretor traça a’O ALCOA um retrato realista das prioridades e do caminho que pretende consolidar.
O que o levou a concorrer ao cargo de diretor?
Já era subdiretor, e, com a aposentação da professora Luísa Sardo, tornou-se necessário que alguém assegurasse a continuidade do trabalho. Pela experiência acumulada, senti que tinha a responsabilidade de avançar. Acreditava no projeto e fazia todo o sentido dar-lhe continuidade.
Que balanço faz deste primeiro mandato?
O balanço é positivo. Já passou um semestre, e esta fase tem sido marcada pela elaboração de documentos estruturantes, o novo Projeto Educativo, o Plano Anual de Atividades e o Regulamento Interno. Paralelamente, a escola mantém o seu funcionamento diário, que é exigente e coloca desafios constantes. Estes desafios motivam-me e alinham-se com o objetivo que tracei quando decidi candidatar- me: reforçar o papel da escola como referência local. Para isso, é essencial estreitar relações com a comunidade, porque o Agrupamento não existe sem ela, e a comunidade, nas suas várias dimensões, também precisa do Agrupamento. É nesse caminho que temos vindo a trabalhar.
Qual tem sido o maior desafio?
O início do mandato coincidiu com uma reorganização governamental que deixou indefinidos vários serviços do Ministério da Educação, dificultando o ato de saber a quem recorrer. Como as escolas dependem de orientações externas que muitas vezes chegam tarde, ou não chegam, esta falta de clareza atrasa decisões urgentes.
Leia a entrevista na integra na edição de 26 de março de 2026




























