Matilde Malhó. “Este medicamento devolveu-me a vida”

Catarina Reis
Jornalista

Foi em janeiro deste ano, e depois de um apelo dramático de uma doente com fibrose quística nas redes sociais e nos média, que as autoridades de saúde abriram o acesso comparticipado ao Kaftrio/Trikafta, um medicamento inovador. Medicamento que passou a ser também tomado pela alcobacense Matilde Malhó, uma jovem de 15 anos, que falou a’O ALCOA dos momentos dramáticos que já viveu e da sua esperança no futuro.

“Se existem medicamentos que proporcionam melhor qualidade de vida, deviam logo ser administrados aos doentes; é inadmissível que as pessoas tenham de pedir um direito que é delas”. As palavras são de Matilde Malhó, jovem alcobacense de 15 anos, aluna da Escola Secundária D. Inês de Castro, em Alcobaça, a quem foi diagnosticada, à nascença, fibrose quística, uma doença genética rara. Conforme conta, “nasci com oclusão intestinal, um dos sintomas da fibrose quística; uma doença difícil, que afeta vários órgãos e nos limita no nosso dia-a-dia, pois vamos perdendo, gradualmente, a qualidade de vida”.
Dizendo-se cheia de sonhos, Matilde explica que “a medicação é uma parte importante para esta patologia, tomando medicamentos orais e inalados, havendo ainda, e por causa do descontrole da patologia, o recurso aos internamentos, onde são administrados os antibióticos intravenosos”.
Numa altura em que estava bastante débil e com capacidade pulmonar inferior a 30%, tendo já dado início ao processo de transplante bipulmonar, o novo medicamento Kaftrio chegou-lhe em janeiro, através do Programa de Acesso Precoce, permitindo a recuperação, em mais de 25%, da sua função pulmonar e o aumento de peso, recuperando seis quilos.

Saiba mais na edição impressa e digital de 15 de abril de 2021.

Catarina Reis
Jornalista

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