Opinião

Banner_AcacioCatarino

Montepio Geral – 175 anos

A Imprensa Nacional – Casa da Moeda, com o patrocínio do Montepio Geral, editou em setembro passado uma obra de referência intitulada História do Montepio Geral – Sob o Signo do Pelicano 1840-2015. A obra foi coordenada pelos Doutores José Eduardo Franco e António Castro Henriques, sendo coautores os Doutorandos Renato Pistola (beneditense, natural do Chamiço) e Ana Catarina Rocha. Em largas centenas de páginas, com um tratamento de informação invulgar, permite-nos acompanhar a história do Montepio Geral, desde a sua criação até este ano.
Os montepios têm uma origem cristã que remonta à Idade Média, atuando na recolha e distribuição de bens, para situações de emergência, e na própria “concessão de crédito sem juros ou a juros módicos às classes mais pobres”. No século XIX, e com base não confessional, surgiram as associações de socorros mútuos, com destaque para o Montepio Geral – Associação Mutualista, que atualmente conta com mais de 600 mil associados. Têm como característica fundamental a entreajuda dos associados: cada um contribui com a sua jóia e quotas, que lhe conferem o direito a receber determinadas prestações sociais, quando verificadas as condições de acesso. Trata-se de deveres e direitos com base associativa, e não estatal.
A partir do Estado Novo, o mutualismo não se desenvolveu tanto quanto se esperaria por dois motivos, em especial: os constrangimentos de ordem política; e o facto de os cidadãos terem passado a contar, cada vez mais, com as prestações da previdência social pública, atualmente segurança social. Admite-se, porém, que a crise orçamental do Estado possa contribuir para um novo impulso do mutualismo; não para substituir a proteção social pública, mas para se integrar num sistema complementar, já previsto na lei de bases da segurança social (Lei nº. 4/07, de 16 de janeiro, capítulo V).

Outras notícias em Opinião

  • Lista de compras: uma tarefa para o seu dia

    A população portuguesa, e não só, está a passar por um período extremamente difícil e sensível. A saúde, bem como a saúde, estão em risco.…

  • O que posso fazer para me sentir melhor de quarentena em casa?

    Caro leitor, cara leitora, Durante os últimos dias, tem sido visível a quantidade de notícias que surgem nas televisões e nas redes sociais, sobre o…

  • Testemunho. Uma jovem fala como vive a atual quarentena

    Acho giro como o mundo lá fora anda tão silencioso, as pessoas tão bem-educadas e reservadas. Mas basta um suspiro, um sorriso, um olhar para…

  • Televisão em Alcobaça no início das emissões

    A televisão começou a funcionar regularmente em Portugal em 1957. Mas já há algum tempo se falava do início das emissões, e até se dizia…

  • Nas ruas desertas de Roma

    A imagem tem a força de um filme épico: Francisco caminhando pelas ruas desertas de Roma, para rezar pela cidade e pelo mundo. Saindo a…

  • Papagaios, abutres e gente boa

    As calamidades trazem sempre à tona qualidades e defeitos das gentes que as vivem. Aquela em que nos encontramos já nos “revelou” que há na…

  • Editorial. Extraordinários

    Neste 2020, em cada edição, pessoas extraordinárias em algum aspeto da sua vida, com ligação à nossa região. Os extraordinários desta vez são obviamente os…

  • “Una e santa”

    Pelo menos na Eucaristia de Domingo, no Credo, os católicos confessam que confiam na Igreja una e santa mas, perante a quantidade de protestos que…

  • Vamos açambarcar

    Está aí o Covid-19. Como tantas outras alturas de ameaça de crises, vamos lá a açambarcar. Dei por isto na passada semana quando fui ao…

  • Editorial. Extraordinários

    Neste 2020, em cada edição, pessoas extraordinárias em algum aspeto da sua vida, com ligação à nossa região. Os extraordinários da nossa região são do…