Natal no Mosteiro de Alcobaça

«No “Livro dos usos da Ordem de Cister”, escrito em português medieval, ficamos a saber quais eram as obrigações do padre sacristão e como, pelo Natal, ele tinha de pôr um ramo, “com candeias, tochas e círios”, antes de a Noite Santa desabrochar sobre o mundo. E que linguagem ! “Nota de como hás-de pôr o ramo de Natal, isto é: Em vêspera de Natal, buscarás um grande ramo de loureiro verde, e colherás muitas laranjas vermelhas, e por-lhas-ás metidas pelos ramos que dele procedem especificadamente. E em cada laranja porás uma candeia. E pendurarás o dito ramo por uma corda na polé que há-de estar acerca da lâmpada do altar-mor.”
«Acendia-se o ramo, como diz o códice, no começo da Missa do Galo.
«Vemos à distância todas as cerimónias dessa noite, quando o celeireiro e dois conversos acendiam o fogo no calefactório. Era para os monges se aquentarem, nos intervalos das cerimónias.
«Todos comungavam naquela Noite Santa, cantando-se, em latim, as “Cânticas de Natal”. E ajoelhavam-se ao ouvirem dizer que nascera, em Belém, o Menino Deus» (Padre Mário Martins, “Da vida e da morte dos monges de Alcobaça”, Brotéria, Lisboa, vol. 51, 1950, p. 155).

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