“O saneamento e a rede viária continuam a ser os principais problemas na freguesia”

Foto por Catarina Reis

PERFIL

Nome: Joaquim Marques Pego
Data de nascimento: 16
de novembro de 1962 Naturalidade: Guarda
Atividade profissional: comercial (não é presidente de junta a tempo inteiro)
Número de Eleitores: 4000
Dimensão da Freguesia: 42km2
Principais atividades económicas: Fruticultura, pecuária e extração de pedra

ORA DIGA LÁ…

Uma terra: Guarda e Évora de Alcobaça
A cumprir o último mandato à frente da freguesia, vai sentir falta da proximidade com as pessoas

 

No ciclo de entrevistas iniciado pel’O ALCOA a todos os presidentes de junta de freguesia, Joaquim Pego promete continuar ficar ligado à terra e às pessoas de Évora, depois de cumprir este seu último mandato, já que não se pode recandidatar.

 

Quais os principais problemas que encontrou na freguesia quando chegou à junta? E o que fez para os resolver?
O saneamento básico continua a ser um dos principais problemas a resolver na freguesia. Em 20 anos evoluiu, mas muito pouco. A freguesia de Évora de Alcobaça é muito grande e dispersa: temos casas em quase todo o lado e 47 localidades que não são homogéneas. O saneamento em falta ronda os 70 por cento. Outro dos problemas é o envelhecimento da população e a fixação dos mais jovens. A nível de valor, as habitações agora têm crescido um pouco mais, talvez pela proximidade com Alcobaça, o que traz vantagens e desvantagens. Algumas localidades da freguesia têm evoluído mais em termos de construção que propriamente Évora.
Quais os projetos concretizados mais relevantes?
O pavilhão multiusos que infelizmente ainda não abriu. Foi uma das grandes lutas da junta de freguesia e minha para que se fizesse aquele pavilhão, de utilização para a população, para atividades desportivas, para apoio às escolas. Tem muito boas condições e, no meu entender, será para servir a freguesia de Évora mas não só. O pavilhão, depois de estar aberto, tem de ter lotação esgotada, tem de estar sempre ocupado. Quando abrir terá, pelo menos, um trabalhador permanente; o correto seria dois, mas pelo menos um, durante o dia, vai ter de ter. Outra obra feita foi a ampliação do cemitério e o edifício da junta, que também foi remodelado. Depois, a nível de alcatroamentos, a estrada que fica sempre na memória é a que vai até ao cimo da Portela do Pereiro, uma estrada muito estreitinha. O alargamento foi feito em conjunto pela junta de freguesia e população, e depois a câmara ajudou no alcatroamento. A nível de rede viária, não estamos bem porque é muito extensa; tem-se feito bastante, mas nunca é suficiente. A criação do brasão da junta de freguesia, as casas de banho públicas e o parque eólico, que é uma fonte de receita para a freguesia, foram outros dos projetos concretizados.

Como avalia o trabalho desenvolvido?
Acho que não tem corrido mal, as coisas mudaram muito, mas para melhor. Aqui há 10 anos, a junta não tinha dinheiro para comprar sequer uma tonelada de tuvenan. Com a descentralização e delegação de competências e as verbas que vêm associadas, não tenho dúvida que ajuda a sermos mais autónomos. A receita foi muito positiva e penso que isso vai continuar. A tendência é aumentar essa competência, mais responsabilidade, mais meios.

Do programa eleitoral, o que falta fazer?
Nada porque nunca fui de promessas; sou sincero. Faço o meu trabalho de consciência tranquila.

 

(Saiba mais na edição em papel e digital de 20 de abril de 2017)

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