O vinho: um património intemporal

Anita Mateus
Mestranda em História

O vinho é uma marca intemporal que ao longo do tempo foi assumindo as suas várias importâncias. Sendo uma cultura presente desde a antiguidade, as técnicas de colheita, produção e conservação foram evoluindo em relação aos tempos.
Na idade média, a importância da vinha e do vinho para o Mosteiro de Alcobaça encontra-se demarcada em várias cartas de emprazamento. Passa pelos pagamentos dos arrendamentos, como também pela exigência no contrato de os beneficiários plantarem vinha nos terrenos de que iriam usufruir.
Foram vários os vinhos produzidos nos antigos Coutos. Contudo, existe uma denominação que as fontes documentais conservaram: Vinho do Ó. Vários historiadores creem que esta designação estaria ligada ao culto da Nossa Senhora da Expectação. Não se conhece muito mais sobre este vinho, nem as suas castas ou aromas.
Além disto, há registo das castas que eram plantadas na nossa região. Quanto às castas tintas: a Castelã, a tinta e a ferral, sendo que esta última é uma uva de mesa. Em relação às castas brancas: a Labrusca, a Mourisca, a Castelã branca, a Galega, a Azal e a Arinta. Deste conjunto seria mais usada a Labrusca.
Apesar da evolução dos tempos, ainda é possível reconhecer alguma destas variedades nos dias de hoje. A viagem pelo mundo do vinho é longa e tem várias perspetivas. Todavia, a nossa região tem a sorte de ter o Museu do Vinho, em Alcobaça. E é esta a minha proposta para todos os leitores: uma visita cultural, histórica e educacional.

Anita Mateus
Mestranda em História

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