Pandemia. Comércio utiliza cada vez mais redes sociais para promoção e vendas

A pandemia precipitou uma viragem porventura irreversível. Cada vez mais negócios apostam na promoção digital e comércio eletrónico. Por exemplo na venda de vestuário, as redes sociais permitem chegar a um grande número de pessoas, quer no território nacional, quer em outros países, e criar uma maior ligação com os clientes.

A Loja Amarela, de Turquel, encontrou na transmissão em direto no Facebook “uma maior dinâmica e ligação entre nós, as vendedoras, e as clientes, e é muito bom ver a interação que estabelecemos”, comenta a responsável Ana Mateus, de 34 anos. Em 2016, regressou a Portugal, sem emprego, e “foi a moda, o contacto com o público e a facilidade que tenho em comunicar os principais motivos para abrir o meu negócio, a Loja Amarela”. A presença nas redes sociais aconteceu de “forma gradual, primeiro através de fotografia, depois com a inclusão do vídeo e, neste momento, com os diretos”.

Ana Mateus é a proprietária da Loja Amarela

Para Dora Lima, proprietária da Dormodas, com loja física em Alcobaça e Nazaré, o “direto tem mais alcance e mais influência nas redes sociais do que a partilha de fotografias e de vídeos”. No mercado desde 2000, a Dormodas aderiu às redes sociais recentemente, muito por incentivo do filho, que faleceu em agosto. “Ele era muito apologista das redes sociais e tinha o incentivo de tratar o online”, relembra Dora Lima a’O ALCOA. No entanto, com o primeiro confinamento, em março de 2020, fomos “obrigados a aderir ao direto, porque as lojas estavam fechadas, havia mercadoria que precisava de ser escoada e não havia outro rendimento”, admite a proprietária do estabelecimento.

A Dormodas, gerida por Dora Lima, pode ser visitada em Alcobaça e na Nazaré

Em 2020, nasceu a loja online Ari Moda. Os proprietários, Cácia Pereira, 25 anos, e Paulo Copa, 35 anos, da Nazaré, optaram por uma loja digital porque “através das redes sociais chegamos a um maior número de pessoas e o valor das rendas não é o mais favorável”, explicam. Para além de que as pessoas estavam “mais tempo em casa, na pandemia”. Simultaneamente, os diretos têm sido “o grande impulsionador das nossas vendas, porque mostramos, detalhadamente, cada produto e interagimos, diretamente, com clientes, algo que gostamos de fazer”, asseguram os proprietários da Ari Moda. Como elemento diferenciador, Cácia Pereira e Paulo Copa, também já fizeram “alguns concertos” nestas transmissões em direto, com “música própria”.

A Arimoda, de Cácia Pereira e Paulo Copa, nasceu em 2020

Saiba mais na edição impressa e digital de 11 de novembro de 2021.

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