Memória

Peregrinação da paróquia de Alcobaça na rota de Maria, por terras de Espanha

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Na segunda-feira, dia 26, a viagem até Madrid foi o que se pode considerar normal, para o previsto. Já perto da capital espanhola fomos contemplados com uma saraivada longa e forte, com muitas pedras do tamanho de ervilhas que acossavam o autocarro e produziam um barulho que metia respeito. As que caíam na estrada saltitavam com violência após a queda, parecendo apostadas em pôr o alcatrão branco. Chegámos a Madrid com céu cinzento e abundante chuva, de modo que ainda se apanharam algumas molhas. A visita à Catedral de La Almudena é sempre encantadora mesmo até para quem já a conhece. É óbvio que isto é extensivo à cripta que tem quase seiscentas colunas, sem nenhuma igual, sendo cerca de cinquenta delas feitas de uma só peça. Dormimos no centro de Madrid, na casa dos irmãos de S. João Batista de La Salle.
Na manhã do dia seguinte, terça-feira, rumámos a Montserrat. Durante muitíssimos quilómetros a autoestrada divide duas paisagens distintas. Do lado direito, a campina pintada de verde, adornada com árvores esporádicas, e do lado esquerdo camadas geológicas bem definidas, revelando milénios que a mão do homem atual pôs a descoberto para construir a autoestrada. Aridez pura e plena, a perder de vista, num contraste raro com o outro lado da via. Já em Montserrat, pudemos assistir à oração de vésperas dos monges, embelezada pelo coro infantil de alta qualidade, composto por alunos de música do mosteiro. Ali dormimos, no hotel da abadia.
No dia seguinte, participámos na Missa, com funeral de um monge que falecera com 90 anos. Após o almoço, com bom tempo, dirigimo-nos para Barcelona, onde cada um almoçou como pôde ou quis. Muitos almoçaram na Rambla, sem razão de queixa. Almoçaram, passearam e fizeram compras. À tarde visitámos a Basílica da Sagrada Família que por uma questão de espaço não poderemos aqui descrever. Diríamos apenas que apresenta dois maravilhosos aspetos monumentais. Um visto por dentro e outro visto por fora.
Chegámos à quinta-feira, dia 29. Tempo ótimo. Visitámos em Saragoça o maior templo barroco espanhol, a Catedral de Nossa Senhora do Pilar, o primeiro santuário mariano da cristandade, no seguimento do aparecimento da Virgem ao apóstolo Santiago. Seguimos a nossa rota. Chegámos a Toledo onde jantámos. À noite visitámos a sua zona histórica (Património Mundial desde 1986), incluindo a Capela de Adoração Perpétua, onde noite e dia sem exceção, se adora o Santíssimo Sacramento. Fizemos também a nossa adoração.
Sexta-feira, dia 30. Não se iniciou o regresso a Alcobaça sem que primeiro se desse um passeio panorâmico à volta da cidade, ainda que de autocarro. Deixando Toledo e conforme já programado, parámos no Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe, onde almoçámos após a visita ao templo e ao museu, bem digno de ser visto. Após as “paragens técnicas” habituais, ao fim do dia chegámos a Alcobaça felizes e mais enriquecidos. Para a organização, incluindo a parte espiritual, apenas duas palavras: Parabéns, Obrigado.

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